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26/09/2012 às 09:23 - Segundo Tempo trabalha diversidade cultural de alunos por meio da dança indiana  

O Programa Segundo Tempo (PST) em Ilópolis, Rio Grande do Sul, promove a cultura de outros países por meio da inclusão social. Na pequena cidade de 4,2 mil habitantes – a maioria com ascendência italiana –, que tem 80% da economia voltada à produção da erva-mate, cerca de 200 estudantes do PST aprenderam a dança indiana. A oportunidade de trabalhar a diversidade cultural levou um grupo de dançarinos a realizar apresentações em eventos populares, levando o nome do programa para o grande público nos quatro cantos da região gaúcha.

O show mais recente aconteceu neste mês, durante a Festa Nacional da Erva-Mate (Femate), em Arvorezinha, cidade vizinha a 10 km de Ilópolis. Vestidos a caráter, os  estudantes dançarinos João Lucas dos Santos, Ana Luiza Provensi, Bianca Toigo, Carolina Dalberto, Danja Casagrande, Letícia Cordeiro e as irmãs Nicoly e Isis Signor Flores fizeram a diferença. A receptividade foi calorosa e marcante, principalmente para as crianças do programa, que representaram seu município em um evento de grandiosidade regional.

“Familiares e professores dos dançarinos sentiram-se orgulhosos pelos filhos, cujas atuações foram ressaltadas pela comissão organizadora”, revela a secretária de Turismo Desporto e Lazer, Luzia Tomazini Carlesso. Ela lembra que a equipe também fez shows em eventos como a Semana da Pátria em setembro, e no Encontro Regional das Artesãs, no mês passado.

Para a coordenadora pedagógica do PST e coreógrafa responsável, Iris Dornelles, a dança é uma alternativa de incentivo, já que a cultura local conta com outras modalidades, como jazz e danças tradicionais. Ela acredita que a escolha da dança indiana teve efeito imediato no aprendizado da garotada. “Trabalhamos vários conhecimentos, como a diferença entre povos (cultura), a contagem de passos (matemática), o movimento harmonizado (educação física) e a localização (geografia)”, enumera.

O dançarino oficial do grupo Cauã Luzzi Casagrande, de 7 anos, conta que, além de uma atividade alegre e divertida, a dança indiana representa superação de preconceitos. O menino, que adora jogar futebol, torce para o Internacional, e dança jazz e gauchesca no Centro de Tradições Gaúchas (CTG), ressalta que no início ele era motivo de brincadeiras e de comentários entre os colegas por ser o único a dançar entre as meninas. “Agora, com o sucesso do grupo, todos eles gostam de dançar e querem aprender também”, completa.

A colega de Cauã, Ana Luíza Provenci, 8 anos, é uma apaixonada pela dança. A garota extrovertida também faz balé e não perde sequer uma aula de dança indiana. “É uma dança diferente, que poucas pessoas sabem fazer, e todos os que me viram dançar disseram que gostaram muito”, diz a jovem, que sonha seguir carreira de juíza de direito e de dançarina.

Em Ilópolis, o Segundo Tempo é desenvolvido pela Secretaria de Turismo Desporto e Lazer, atendendo a 200 crianças e adolescentes carentes distribuídos em dois núcleos: ginásio municipal e Santa Rita. No período oposto ao da escola eles praticam futsal, vôlei, tênis de mesa, xadrez, dama e peteca. “Os jovens participam ainda de passeios e visitações a pontos turísticos, como a Cascata da Baleia e o Parque do Ibama”, acrescenta a coordenadora-geral da parceria, Andréia Genesini.

Carla Belizária
Foto: divulgação
Ascom – Ministério do Esporte
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