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25/04/2012 às 18:22 - PST/Mais Educação melhora notas e convívio social de estudantes em Souza (PB)  

No sertão da Paraíba, território mais conhecido como Vale dos Dinossauros por ter a maior quantidade de vestígios da passagem do réptil pré-histórico em solo brasileiro, o Programa Segundo Tempo/Mais Educação também escreve histórias de transformação social da juventude. É na escola estadual Batista Leite, no município de Souza, que o programa de inclusão social do Ministério do Esporte em parceria com o Ministério da Educação provoca uma revolução no ambiente escolar e na vida de 150 jovens carentes beneficiados com oficinas de esporte, dança e de  flauta doce.

Hoje, Bruno Andrade, 16 anos, é só sorriso. As notas do primeiro bimestre deste ano nada lembram o cenário vermelho de seu boletim escolar do ano passado. Mesmo sendo atencioso durante as aulas e dedicado com a realização das tarefas escolares para casa, suas notas emplacavam sempre a média 4, nas disciplinas Português e Matemática. Entretanto, a participação na oficina de futebol de salão e a ajuda do reforço escolar oferecidos no curto período de três meses do programa iniciado em outubro passado foram determinantes para essa transformação.

“Tamanha foi sua empolgação que Bruno passou a fazer parte do time da escola e treina forte visando às Olimpíadas Escolares de 2012. Suas notas nas matérias em que tem  dificuldade hoje têm a média 8, surpreendendo a todos”, revela o professor Marcus Antônio Ribeiro Alves, coordenador do PST/Mais Educação.

Também estão sendo superados casos mais delicados como o de um estudante vítima de bullying – Francisco, 13 anos (nome fictício em obediência ao Estatuto da Criança e do Adolescente). Um pequeno defeito na arcada dentária do menino, filho de pais separados, fez com que fosse motivo de constantes piadas de alguns colegas. A reclamação do garoto levou a escola a tomar providências, desde a apuração dos fatos até advertência aos agressores.

Com a inclusão de Francisco na oficina de dança (tradicional, contemporânea e folclórica) do programa, o problema está sendo revertido.  “Ao participar da dança ele é mais aceito pelos colegas porque está conquistando o respeito e admiração de todos”, justifica o professor Marcus.

Na escola comandada pela diretora Ida Sandra Pereira de Oliveira, o PST/Mais Educação segue formando grupos seletos que saem das oficinas. Ao mesmo tempo em que aguardam convites para a realização de apresentações externas, a turma da  flauta doce aponta talentos como a estudante Luana Caiena, 13 anos. “Embora ela não seja uma menina muito agitada, o seu comportamento melhorou  bastante. Trata-se de uma aluna participativa e atenciosa nas aulas de sopro que ainda exerce uma certa liderança entre os demais colegas”, elogia o educador.

Além das atividades esportivas (futsal, basquete e vôlei), de dança e flauta doce , também é oferecida oficina de inclusão digital e alimentação (almoço e dois lanches) aos beneficiados pelo PST/Mais Educação. O acompanhamento pedagógico tem foco direcionado às disciplinas de Matemática e Português (leitura e interpretação de texto).

Carla Belizária
Foto: Dança do Coco - Divulgação
Ascom – Ministério do Esporte
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