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21/02/2011 às 19:58 - Programa Segundo Tempo garante inclusão social a jovens de todo o país  

Mirtes Raquel da Silva tinha 15 anos e morava no município de São Caetano - agreste de Pernambuco- quando descobriu um talento que até então era desconhecido pelos professores da escola Coronel Camilo Pereira Carneiro. Beneficiada pelo Programa Segundo Tempo, em 2008, ela começou a praticar atletismo. Ninguém imaginava que o esporte promoveria uma mudança tão importante na vida da menina. "Nunca pensamos que ela poderia ter o desempenho que teve, principalmente, por causa de suas limitações. Ela teve um desenvolvimento e um crescimento espetaculares", conta Jonatas Lourival da Silva, coordenador do núcleo de São Caetano. Em 2009, Mirtes Raquel da Silva participou da fase regional Paraesporte de Pernambuco e se classificou em duas modalidades: 100 metros rasos e salto à distância. De lá partiu para o estadual, no Recife, onde conseguiu a classificação para o Campeonato Brasileiro, realizado em Brasília. E no ano passado, mais uma vez, foi representar Pernambuco no campeonato nacional de atletismo, desta vez em São Paulo, onde ficou em terceiro lugar. “A Mirtes é fruto do Segundo Tempo. Se não fosse pelo programa ela jamais teria as oportunidades que teve no esporte paraolímpico”, conta Jonatas.

Mirtes é uma entre as mais de três milhões de crianças e adolescentes que foram beneficiados pelo Segundo Tempo, desde sua criação em 2003. São meninos e meninas que comprovam como o esporte pode ser um fator decisivo nas políticas de inclusão social. E exemplos disso não faltam nos mais de dois mil municípios brasileiros em que o programa foi implantado.

Na Faculdade Associação Caruaruense de Ensino Superior 25 núcleos atendem a cinco mil crianças de 12 municípios do agreste pernambucano. Além da prática esportiva, a entidade incluiu atividades que ensinam a lidar com problemas diários como a falta de água e a cuidar da saúde. “Todo o trabalho é sempre feito de forma lúdica com brincadeiras, palestras e teatro”, explica a coordenadora-geral e pedagógica do Programa, Ana Rita Lorenzini.

Na região Sul, alguns municípios servem como referência. Santa Rosa de Lima, a 130 km da capital Florianópolis, tem dois núcleos do Programa Segundo Tempo, cada um atende100 crianças. Os núcleos desenvolvem atividades esportivas coletivas (futsal, vôleibol, handebol e futebol de campo) e individuais (atletismo, xadrez, dama e tênis de mesa). “É nítida a influência positiva no desenvolvimento das crianças, tanto em questões físicas, coordenação motora, e em questões sociais como o respeito ao próximo. Os jovens deixam de andar na rua e aprendem bons princípios de convívio social”, afirma o coordenador do Programa, Wilmar Warmling. “Hoje mesmo têm jovens fazendo teste na escolinha de futebol do Figueirense. Eles têm entre 10 e 12 anos”, orgulha-se ele.

Já a cidade de Nova Prata (RS), com 22 mil habitantes e a 166 km de Porto Alegre, mantém em funcionamento 10 núcleos do Programa Segundo Tempo desde 2007. A coordenadora do programa, Cristiane Tomazoni os jovens, além de atividades esportivas, têm reforço escolar. O prefeito da cidade reforça a importância do Segundo Tempo. “Eu acredito que o programa deveria estar em todo o país, mesmo sabendo que a dificuldade é financeira. Todos são beneficiados, as crianças porque têm a oportunidade de se desenvolverem na escola; os pais que precisam trabalhar e podem ficar descansados com os filhos ocupados numa atividade construtiva e o município com jovens mais capacitados", explica ele.

Em Lauro de Freitas (BA), esportes de rua como o skate tem disciplinado e socializado jovens moradores da periferia de Salvador. Com a chegada do Programa Segundo Tempo, em parceria com a prefeitura municipal, a maioria dos beneficiados - filhos de mães empregadas domésticas e de pais ajudantes de pedreiro – usufruem de atividades esportivas e de lazer, boa parte delas realizadas ao ar livre. "Com muitos conselhos, diálogos, espírito de equipe e ensinamentos sobre a arte de se equilibrar com os pés em quatro rodas, conseguimos criar cidadãos melhores", diz Edson Silva Barbosa, monitor do programa.


Ascom - Ministério do Esporte


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