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19/10/2009 às 10:00 - Corujinhas, voluntariado e profissionais qualificados agitam Segundo Tempo  

Elas têm entre seis e 12 anos de idade e freqüentam diariamente a Estação de Rádio da Marinha, em Santa Maria, na capital federal. São 110 crianças carentes moradoras das cidades de Santa Maria (DF) e de Valparaizo (GO) que têm o privilégio de participar do Segundo Tempo e desfrutar de um atendimento profissional diferenciado.

Assim que chegam ao núcleo do programa de inclusão social do Ministério do Esporte entra em ação a substituta da mãe, ou seja, a mãe voluntária. E logo começa o trabalho cuidadoso. A atenção especial vai para os mais novos que não conseguem realizar tarefas que para eles são as mais difíceis, como tomar banho, pentear o cabelo e vestir o uniforme escolar.

Mirian Freitas é uma das quatro mães voluntárias. Moradora da Vila Naval, ela reconhece a importância do trabalho que desempenha e o descreve como um carinho de mãe para filho. “A diferença é que em nossa casa não tem tanto menino”, brinca.

Em dias de sol e muito calor, a aula de natação é uma das atividades mais freqüentadas. O cuidado é redobrado tanto pelos professores e monitores quanto pelas mães voluntárias. Para a estudante Viviane Silva, 6 anos, que não larga a mão da mãe voluntária um só instante, a aula de natação do Segundo Tempo não tem graça sem a presença de Mirian. “Ela é muito boa, cuida de mim, serve café e ainda chama atenção quando a gente coloca o pé em cima da mesa”, elogia.

Corujinhas do Planalto
Corujas do Planalto é o nome dado aos militares da Estação de Rádio. A alusão também foi aplicada aos estudantes do Segundo Tempo. O sargento Marcio Rosário é formado em Pedagogia e conta que o trabalho e a convivência com o público infantil é uma excelente experiência. “Aqui aplicamos a metodologia do construtivismo nas corujinhas do planalto”, explica. “O lema delas é nunca ser melhor e sim diferente”.

O construtivismo propõe que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a experimentação, a pesquisa em grupo e o estímulo à dúvida e o desenvolvimento do raciocínio. Rejeita a apresentação de conhecimentos prontos ao estudante, e utiliza de modo inovador técnicas tradicionais como a memorização. A pessoa aprende melhor quando toma parte de forma direta na construção do conhecimento que adquire. O método enfatiza a importância do erro não como um tropeço, mas como um trampolim na rota da aprendizagem

O investimento em profissionalização é outra constante no Segundo Tempo, principalmente se o assunto é a segurança e o bem estar das crianças. O núcleo da Marinha conta com o trabalho da cabo Cristiane Ramalho, 31 anos. Além de ser engenheira eletricista, ela cursa pós-graduação em segurança do trabalho, e é a responsável pelo monitoramento da garotada, principalmente durante as aulas de capoeira.

Sonho que navega
O convívio com o ambiente e a disciplina militar faz a pequena Stefânia Rodrigues sonhar com o futuro. “Quero ser marinheira e pilotar navio quando crescer. Já aprendi a nadar no Segundo Tempo e esse já é um grande passo”, admite a menina prodígio.

Além da natação e da capoeira, os estudantes praticam basquete, vôlei e queimada. Os jovens contam ainda com reforço escolar e alimentar, e palestras sobre moral, civismo, cidadania, higiene e drogas. “A resposta está sendo observada na escola. Os próprios professores perceberam que seus alunos foram remetidos a um comportamento social exemplar”, define José Benoni Valente Carneiro, comandante da Estação de Rádio da Marinha.

Carla Belizária
Ascom – Ministério do Esporte
Foto: Bruno Spada
Ascom - MDS


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