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29/04/2009 às 18:00 - Segundo Tempo radicaliza e leva o surfe para escolas municipais de Lauro de Freitas (BA)  

Pranchas, parafinas, sombreiros (guarda sol), elastiques, protetores solar e camisas de malha são os equipamentos dos jovens do programa Segundo Tempo, em Lauro de Freitas(BA). Na cidade da região Metropolitana de Salvador, o surfe é uma prática esportiva assegurada na parceria firmada entre prefeitura municipal e o Ministério do Esporte.

Considerado esporte de elite, a modalidade é uma das atividades diferenciadas propostas pelos núcleos localizados em cidades litorâneas. Em Lauro de Freitas, o interesse de participar das aulas de surfe tem que ser uma iniciativa da própria criança. A idéia é beneficiar, com esse diferencial esportivo, somente quem realmente curte o esporte de verdade.

O coordenador do surfe no núcleo do Segundo Tempo, Adson dos Santos, 31, conta que a demanda pela prática desse esporte é sempre maior que o número de vagas oferecidas. “Temos, atualmente, uma vasta lista de espera. E quem participa não quer sair para dá a vez”, conta.

A modalidade no programa contempla 30 alunos, divididos em três turmas. “Contamos com quatro professores, que trabalham em sistema de revezamento. São dois no período da manhã e dois à tarde. Já chegamos a ter 100 alunos. Porém, reduzimos essa quantidade porque concluímos que o número menor garantiria maior qualidade no trabalho, assim, como no monitoramento dos alunos dentro d’água”.

O educador informa que a proposta, para um futuro breve, é ampliar o número de beneficiados do surfe e manter a mesma qualidade no atendimento, onde serão contratados e capacitados mais professores.

Para lecionar o surfe, o professor, além de saber deslizar nas ondas, precisa ter formação acadêmica em Educação Física. “Ele tem que amar a modalidade para poder ser multiplicador da filosofia do surfe”, acrescenta.

Outro projeto futuro, do professor, é disponibilizar um quiosque do Segundo Tempo na praia, para que os alunos possam se acomodar, e proteger do sol, quando estiverem na areia. “É um prazer trabalhar com os jovens ensinando o surf. O esporte tem um grande papel de socialização e de inclusão. Os jovens frequentam as aulas, onde aprendem a teoria do surfe. Depois, ficam com muita vontade e disposição para entrarem na água e colocar em prática o que aprenderam”.

Para o coordenador do núcleo, Nivaldo Serva, a localização do município possibilita realizar esse tipo de atividade. “Por sermos uma cidade litorânea, podemos realizar atividades diferenciadas para os jovens. Sabemos que o surf é um esporte de elite e, assim, consideramos que ele tem um grande papel na inclusão social”, justifica.

Lauro de Freitas
Com 50 núcleos do Segundo Tempo, a parceira entre a prefeitura municipal e o Ministério do Esporte foi renovada. O projeto passa a ter duração de 25 meses beneficiando cerca de 10 mil crianças e adolescentes.

Os jovens de sete a 17 anos realizam no contraturno escolar, além do surfe, as atividades escolares e a prática do basquete, futsal, vôlei, handebol, natação, skate, karatê, xadrez, além de atividades culturais e sociais.

O Segundo Tempo em Lauro de Freitas gera emprego e renda para 206 pessoas. Entre os profissionais que atuam no programa estão monitores esportivos, monitores pedagógicos, coordenadores de núcleos, coordenadores setoriais e um coordenador geral.



Breno Barros
Ascom – Ministério do Esporte


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