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06/03/2009 às 17:00 - Estudantes comemoram no Teatro Nacional as três décadas da Orquestra Sinfônica  

A orquestra Sinfônica do Teatro Nacional completa 30 anos de fundação. A data será uma oportunidade única para cerca de 70 crianças e adolescentes carentes do Programa Segundo Tempo, moradores da periferia da cidade de Valparaizo (GO), que assistem na noite desta sexta-feira (06) ao espetáculo “Amigos de Santoro”. O show Será na sala Martins Penna e reunirá uma orquestra com 15 músicos para interpretar as obras do compositor e maestro Claudio Santoro.

Claudio Santoro é um dos principais pioneiros em iniciativas ligadas à cultura no Distrito Federal. O maestro teve participação fundamental em duas ações de extrema importância para o desenvolvimento cultural da cidade: a fundação da Orquestra Sinfônica e a inauguração do Teatro Nacional que leva o nome do compositor.

Além do espetáculo musical, outras atrações estão previstas para a homenagem ao maestro. Haverá transmissão de palavras de Claudio Santoro, das obras eletroacústicas do compositor e projeção de gravuras. A viúva Gisele Santoro, a filha do maestro, a bailarina Gisele, que há 30 anos cantou com o pai na inauguração do teatro, estarão presentes.

A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro foi fundada em 1980. Atualmente, é composta por 85 músicos. O regente Claudio Cohen é quem vai reger o espetáculo Amigos do Santoro.

O Segundo Tempo é o programa de inclusão social do Ministério do Esporte que atende estudantes carentes em área de risco social. No período oposto ao que estudam, as crianças e os adolescentes praticam esportes, recebem o reforço escolar e alimentar. Os jovens que prestigiam ao evento são contemplados na parceria com o Instituto Pró Ação.

História de vida
Claudio Santoro nasceu em Manaus/AM, em 1919 e foi um músico completo, que deixou obra variada e abundante, respeitada e interpretada com freqüência no Brasil e no Exterior. Possuía notável métier como músico, já que foi experimentado regente e surgiu como compositor, quando ainda era violinista da Orquestra Sinfônica Brasileira. Autor de 14 sinfonias, foi indubitavelmente o nosso melhor sinfonista e exímio orquestrador. Sua prolongada experiência na Europa Oriental, onde regeu as melhores orquestras, e nos dois lados da Alemanha, como compositor, regente e professor, deu-lhe notável autoridade nacional e internacional.

Os melhores dicionários internacionais de música contêm verbetes sobre a sua obra, que tem reconhecimento mundial. Claudio Santoro teve morte inesperada dia 27 de março de 1989, em pleno ensaio de orquestra no Teatro Nacional. Seus amigos e admiradores preparavam-se para homenageá-lo em novembro de 1989, quando ele completaria 70 anos.


Carla Belizária
Ascom – Ministério do Esporte


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