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20/08/2008 às 15:13 - Esporte promove sonho da casa própria aos trabalhadores do Segundo Tempo e do Pintando a Cidadania  

Uma das principais realizações do povo brasileiro, a busca da melhoria da qualidade de vida com a conquista da moradia é uma bandeira de luta que faz do esporte um ícone revolucionário. Um total de 229 profissionais que atuam em dois programas do Ministério do Esporte pode, em breve, fugir do pesadelo do aluguel. A tão sonhada casa própria virá com a criação de um conjunto habitacional em ValparaÍzo (GO), construído com recursos do Programa Crédito Solidário, cujo gestor é o Ministério das Cidades e o agente financeiro, a Caixa Econômica Federal, e que terá um financiamento sem juros pago em 20 anos.

A iniciativa de lançar um conjunto habitacional é do Instituto Pró-Ação, uma Ong parceira que desenvolve o Programa Segundo Tempo e Programa Pintando a Cidadania do Ministério do Esporte nos municípios goianos de Valparaízo e Luziânia. A entidade busca aprovação dos recursos do Crédito Solidário, programa de financiamento para habitação, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social – FDS, destinado as pessoas de baixa renda.

A primeira fase do projeto prevê a construção de 50 unidades habitacionais, numa área de 9 mil metros quadrados que já foi adquirida pelo Instituto Pró-Ação. O endereço fica no Setor de Mansões Anhanguera. Cada lote será entregue medindo 105 metros quadrados com uma casa padronizada com 54 metros de área construída dispondo de dois quartos, sala, cozinha, banheiro, área de lazer e jardim.

Após a habilitação da entidade e seleção do projeto que será apresentado nos próximos 15 dias pelo Instituto Pró-Ação ao Ministério das Cidades o crédito será efetuado pela Caixa Econômica diretamente ao beneficiário – pessoa física - indicado o Instituto Pró-Ação. Já os recursos para construção do setor habitacional serão liberados parceladamente pela CEF à entidade organizadora, de acordo com o cronograma da obra.

Critérios e valores
Na assembléia realizada há uma semana, os interessados tiveram mais detalhes sobre o investimento. O encontro, na sede da cooperativa no bairro Céu Azul, o gerente-geral da Caixa Econômica Federal, José Roberto Rodrigues, e o presidente do Instituto Pró-Ação, Zilmar Moreira, explicaram aos trabalhadores os procedimentos adotados para o pleito e esclareceram duvidas.

Moreira falou aos presentes sobre os pré-requisitos para conseguir o benefício. “Ter entre 18 anos e 80 anos de idade, não possuir moradia própria, não ter efetuado financiamento de imóvel em qualquer lugar do país, ter o nome limpo (fora da lista de restrições do SPC e Serasa) e ter renda de até R$ 1.125,00, ou seja, um percentual de até cinco salários mínimos”.

José Roberto, por sua vez, falou sobre custos. Segundo ele, a previsão é que cada imóvel custe em torno de R$ 24 mil reais. “Destes, 95% são recursos da CEF e 5%, cerca de 1.200,00 é a contrapartida da pessoa interessada. O valor, parcelado em 240 meses, deve ser pago em 20 anos. A parcela ficará em torno de R$ 155,00”, detalhou o gerente da CEF., ao alertar que uma vez feito o financiamento mediante assinatura de contrato com a Caixa o imóvel ficará alienado.

Caso o projeto seja aprovado o Pró-Ação terá seis meses para a entrega das unidades feita por sorteio. Após um mês da entrega da casa o contemplado dará o inicio ao pagamento das mensalidades. O empreendimento contará com infra-estrutura urbana como energia elétrica, água, esgoto, telefonia fixa, asfaltamento e sistema de águas pluviais

Ajuda inesperada
A coordenadora dos núcleos Jardim Ingá e Setor Leste de Luziânia, Mac Léia Rodrigues de Lima era só sorrisos. Ela foi uma das 100 pessoas que participaram da assembléia. “Ando sonhando acordada. Não vejo a hora de ter minha casinha e dar uma vida melhor, com mais segurança, para minhas duas filhas”, acredita, esperançosa.

Divorciada e mãe de cinco crianças, a costureira Raimunda Gomes, disse não vê a hora de sair do aluguel. “Minha vida é muito sacrificada. O dinheiro que recebo é para alimentação das crianças e para pagar o aluguel que é um investimento sem retorno”, confessa.

Esta é uma realização inexplicável para o professor Walker Lins, 54. Pai de três filhos ele disse estar surpreso e muito feliz com a oportunidade que terá de garantir um teto para a sua família. “Agora começo a entender na prática o que é a Política Nacional do Esporte, do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. È aquela que combate a exclusão social de crianças e adolescentes, que gera emprego e renda para pessoas carentes e que resgata a dignidade de muitos pais de família como eu que jamais tive a tranqüilidade de ser dono de minha própria casa”, admitiu.

Prováveis beneficiados
Estão na lista dos possíveis contemplados a uma casa construída com recursos do Crédito Solidário coordenadores de núcleos (professores de Educação Física, Pedagogia e Letras), monitores (estudantes universitários e moradores locais) do Segundo Tempo. O programa assegura aos estudantes carentes do ensino médio e fundamental da rede pública, o reforço escolar e alimentar além da prática esportiva.

Também concorrem ao sonho da casa própria costureiras, serigrafistas, motoristas, auxiliares de serviços gerais, merendeiras, pessoas estas que atuam na primeira fábrica de material esportivo, do Ministério do Esporte, da região Centro-Oeste. Trata-se da fábrica do Pintando a Cidadania onde são produzidos uniformes, bonés e bolas, gerando emprego e renda à comunidade carente.

Carla Belizária
Foto: Aldo Dias
Ascom – Ministério do Esporte



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