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05/07/2006 às 15:06 - Polícia Civil do DF realiza 1º Encontro Esportivo do Programa Segundo Tempo  

A cena é, sem dúvida, inusitada. Quatro ônibus lotados com 160 estudantes do Programa Segundo Tempo param e desceram, no último domingo (02/07), no estacionamento da 26ª Delegacia de Polícia do Riacho Fundo (DF). Mas não se tratava de qualquer tipo de problema envolvendo os jovens. Acompanhados de suas famílias, os estudantes chegaram ao local para participar do 1º Encontro Esportivo, que reuniu, em nome do futebol e da inclusão social, crianças e adolescentes de cidades carentes do Distrito Federal.

Promovido pela Divisão de Polícia Comunitária (Dipcom) do Departamento da Polícia Civil do DF e com a Opai (Obras de Promoção e Assistência à Infância e à adolescência) como gestora, o evento reuniu os núcleos do Segundo Tempo atendidos por quatro delegacias da Polícia Civil no DF. Além do Riacho Fundo, o torneio envolveu a 33ª DP, a 32ª DP e a 27ª DP, que atendem moradores das cidades de Santa Maria, do Recanto das Emas e de Samambaia.

Na solenidade de abertura, estiveram presentes o delegado chefe da 33ª DP de Santa Maria, Vivaldo Nerez, a diretora da Divisão de Polícia Comunitária (Dipcom), Maria Aparecida Fonetenelle, e o presidente da ONG Obras de Promoção e Assistência à Infância e a Adolescência, Antônio Sérgio Cunha. Em seu discurso, o delegado Vivaldo Nerez tranqüilizou as crianças que ainda estavam tristes com a derrota da seleção brasileira para a França, na Copa. “Esqueçam a parte triste desse episódio. Assim como na vida acontece no esporte. Um dia a gente ganha, noutro, a gente perde. O mais importante é que a disputa aconteça de forma honesta e leal”, aconselhou.

A moradora de Santa Maria, Fátima da Silva, era torcedora fervorosa. Com a neta de um ano nos braços, a mãe do goleiro Rafael Silva não conteve a emoção ao ver o time do filho vencer a equipe do Recanto das Emas por 3 a 2. “Ao sair de casa, Rafael me disse que iria ganhar o jogo em minha homenagem. E assim o fez”, contou a mãe, emocionada, ao revelar que o filho, depois que entrou para o Segundo Tempo, melhorou as notas na escola e está mais carinhoso.

Resgate da cidadania
Em quase quatro meses de programa, a parceria entre Segundo Tempo/Opai/Dipcom identificou problemas vivenciados por algumas crianças. Um delas, segundo a doutora Fontenelle foi protagonizado por uma garota de 9 anos de idade. “Além do triste hábito de pequenos furtos descobrimos junto com a escola outra triste realidade. A menina também enfrentava problemas de desajuste familiar e de exploração do trabalho infantil, atuando como pedinte”, revelou a delegada Fonetenelle ao informar que, para esse caso, foi acionado o Conselho Tutelar.

Problemas como esse levaram a Dipcom a traçar ações de reforço aos laços entre as crianças do Segundo Tempo com a polícia e a escola. Além de mapear os casos de risco, a 26ª DP iniciou ações para atrair a comunidade para o ambiente escolar. É justamente nas rodas de bate papo que são trabalhadas junto aos pais e mães de alunos questões como como auto-estima. A partir daí são detectados os problemas familiares e pessoais e orientadas as soluções.


Carla Belizária
Ascom - Ministério do Esporte


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