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29/05/2006 às 18:40 - Palestra incentiva crianças do Segundo Tempo a honrar suas raízes  


Na última quinta-feira (25/05), data em que se comemora o Dia da África, cem estudantes que participam do Programa Segundo Tempo, programa de inclusão social do Ministério do Esporte, foram preparados para combater a discriminação racial. Moradores da Vila Planalto, do Assentamento do Varjão e de São Sebastião, no Distrito Federal, os jovens participaram durante toda a tarde de uma atividade sócio-educacional sobre a história do movimento negro no Brasil, numa ação onde foram trabalhados valores como cidadania, ética e respeito às diferenças.

O cenário do aprendizado foi o Teatro de Bolso, espaço do Ministério da Cultura. As crianças e adolescentes do Segundo Tempo assistiram ao vídeo “Alguém Falou de Racismo”, que aborda, de forma descontraída, o problema da discriminação vivenciado por uma jovem negra dentro da sala de aula. O vídeo encerra com uma comovente reflexão sobre o racismo, que em nosso país é considerado crime.

Na segunda etapa do programa, os jovens participaram de uma palestra. A convite da Fundação Palmares, Lepê Correia, psicólogo e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), falou sobre a história do movimento negro no Brasil. Lepê fez uma abordagem sobre a identificação do primeiro ser humano no mundo (homo sapiens) na África, e como as suas características físicas foram ajustadas até chegar ao homem negro.

A aluna Poliana Cabral Pessoa, 16 anos, participou da palestra. Ela disse que sente na pele o problema do racismo, mas que isso não a incomoda. “Quero ser advogada, não vou desistir nunca. Não ligo porque sei que todos temos os mesmos direitos”, revelou.

Outra jovem determinada é Geiciane Alves, 15 anos. Dona de uma bela voz, a jovem sabe qual profissão irá seguir. “Aqui no Ministério da Cultura me sinto em casa. Trago na veia o sangue de cantora”, disse. Para Geiciane, as escolas deveriam debater o racismo com mais freqüência. Ela destacou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma prova concreta de que o Brasil está evoluindo nessa questão. “O ministro Orlando Silva (Esporte), o ministro Gilberto Gil (Cultura) e a ministra Matilde Ribeiro (Promoção da Igualdade Racial) são exemplos concretos de que o negro pode chegar ao poder no Brasil”, justificou.


Carla Belzária
Ascom-Ministério do Esporte


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