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15/02/2005 às 15:33 - Esporte e inclusão digital no Segundo Tempo  

As crianças beneficiadas pelo Programa Segundo Tempo têm agora mais um incentivo para o aprendizado. Na semana passada, foi inaugurado um Laboratório de Informática no núcleo do programa no Recanto das Emas, cidade satélite do Distrito Federal. O laboratório irá beneficiar mais de 200 estudantes carentes que terão cursos de informática e acesso à internet. A ação é uma parceria com a Associação dos Servidores do Tribunal de Contas da União (ASTCU), que doou mais de 20 computadores no final do ano passado.

Segundo o presidente da entidade, Waucilon Carvalho de Souza, a intenção é ampliar o acesso ao conhecimento. “O Segundo Tempo valoriza nossas crianças e merece que todas as entidades abracem a causa. Por isso, fizemos essa doação para garantir também a inclusão digital”, contou Waucilon.

A computação é mais um benefício do programa, que atende a cerca de 1 milhão de crianças e jovens em todo o país. Para o ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, a parceria com a sociedade civil, ONGs, iniciativa privada e outras entidades retrata uma nova realidade. “O Segundo Tempo está ganhando cada vez mais parceiros. Essa é uma corrente pela inclusão social de milhares de crianças e adolescentes em situação de risco social que estão tendo a oportunidade de praticar exercícios, estudar e se alimentar com qualidade”, disse Agnelo.

No núcleo do Recanto das Emas, gerenciado pela ONG Obras de Promoção e Assistência à Infância e a Adolescência (OPAI), as crianças freqüentam as aulas em um período e, no outro, praticam gratuitamente modalidades esportivas como vôlei, futebol e capoeira. Aulas de canto e de educação artística também são algumas das atividades extracurriculares desenvolvidas em diversos núcleos pelo Brasil. Os participantes do programa recebem ainda do Ministério do Esporte reforço escolar e alimentar, uniforme e material esportivo.

Boas novas – A estudante Jaline Alves, 11 anos, está reescrevendo a sua história. Em 2003, com dificuldades em Português e Matemática, a jovem foi reprovada. No início de 2004, quando ingressou no Programa do Segundo Tempo, as notas começaram a melhorar. Segundo a mãe de Jaline, Maria Umbelino, a prática da atividade esportiva foi essencial nessa mudança de comportamento. “Fiquei muito feliz quando minha filha voltou a se dedicar aos estudos. Essa é mais uma vitória do empenho desse trabalho do governo”, disse.

Lídia Viana, outra moradora de Recanto das Emas, garante que o aprendizado das crianças vai muito além dos livros. “Meu maior orgulho é ter dois filhos contemplados. Nós não temos condições de pagar uma escolinha de esporte, um curso de computação e um professor para reforço escolar. O Segundo Tempo nos oferece tudo isso gratuitamente”, afirmou. Sem condições financeiras, Lídia parou os estudos na 5ª série. Ela acredita que, se tivesse à época o reforço alimentar e escolar oferecido pelo Segundo Tempo, sua vida teria sido bem melhor.

O Segundo Tempo também beneficia portadores de necessidades especiais. Maria Cristina da Silva conseguiu incluir o filho Edivaldo, de 9 anos, e a sobrinha Paula Cristina, de 10 anos, que possui deficiência mental. “Pensei que o Segundo Tempo não aceitasse crianças especiais. Não temos dinheiro para pagar professor de Educação Física. Agora, terei tranqüilidade até para trabalhar”, comemorou a dona de casa.


Carla Belizária



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