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20/08/2004 às 12:10 - Esporte e educação juntos estimulam aprendizado  

Campo Grande, 20/08/2004 (Ascom/SED-MS)- A possibilidade da transversalidade no processo de aprendizagem e formação da cidadania, com base em um modelo de escola integral, tem levado ao programa Segundo Tempo até mesmo alunos que não imaginavam praticar esporte.

A estudante da 6ª série da Escola Estadual Rui Barbosa, Nathali da Costa Silva, diz que só começou a praticar handebol por causa do incentivo das amigas. “Está sendo ótimo. Aqui nós nos divertimos e aprendemos ao mesmo tempo. As aulas desenvolvem bem nosso ponto fraco, onde a gente mais necessita”, afirma a adolescente.

O diretor da escola, José Félix Filho, acredita que ainda é cedo para dar um diagnóstico da melhora do desempenho dos alunos, mas tem certeza de que o esporte vem para somar ao trabalho pedagógico dentro da sala de aula. “Não tenho dúvidas de que no final do bimestre as boas notas vão responder a esses questionamentos. O esporte é igual alma, precisa existir. Com o apoio dele, fica muito mais fácil ensinar”, afirma o gestor.

Na Rui Barbosa, além do Segundo Tempo, há outros projetos na área do esporte, como o que é desenvolvido em parceria com a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), que paga uma bolsa para os acadêmicos atuarem na escola.

Aperfeiçoamento e trabalho social - Unir a educação ao esporte não é um estímulo apenas para os alunos. O estagiário Raphael Brittes, acadêmico do terceiro ano de Educação Física da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), explica que o amor ao ensino foi o maior motivo que o levou a se inscrever para dar aulas no Segundo Tempo. “Como eu sou de família simples, o dinheiro ajuda muito, mas proporcionar o conhecimento para essas crianças e adolescentes é mágico, é uma coisa que não tem preço”, declara Raphael.

Além de se aperfeiçoar profissionalmente, o acadêmico vê no Segundo Tempo possibilidade de desenvolver trabalho de inclusão social, diminuindo a marginalização de jovens. “Eu sempre vejo adolescentes fumando, usando drogas e penso que a escola deve dar as condições para atrair esses jovens e tirá-los da marginalidade”, afirma.

Ele sabe que o caminho que escolheu não é fácil, mas os obstáculos não o desanima. “Às vezes, a criança vem sem tênis, com fome, mas nós precisamos driblar as dificuldades e proporcionar aqui o melhor que nós podemos dar aos alunos”, diz o estagiário.

Vivian de Castro Alves – SED/MS


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