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18/09/2013 às 20:30 - Segundo Tempo em Pelotas (RS) colabora com evolução motora de alunos especiais  

Em Pelotas, no Rio Grande do Sul, o Programa Segundo Tempo (PST), desenvolvido em parceria com a Universidade Federal, atende 100 estudantes com deficiência mental, física ou visual. Eles encontram na prática esportiva e nos exercícios físicos e de defesa pessoal a ferramenta para o desenvolvimento motor e intelectual. Um detalhe garante maior integração: 30% dos beneficiados são alunos sem limitações.

“A atenção é igual para todos, pois o aluno não é visto como uma pessoa com deficiência e, sim, cheio de potencial para ser desenvolvido”, explica o professor Alexandre Carricondi Marques, coordendor-geral da parceria. A experiência de sucesso é vivenciada pelo estudante Wagner Jouglard. O jovem se submeteu a várias cirurgias por causa de um tumor no cérebro e perdeu a coordenação motora. “Eu tinha 17 anos. Cheguei ao hospital caminhando e saí numa cadeira de rodas”, conta.

Apoiando-se a um andador, Wagner chegou à Escola de Educação Física, local onde funciona o núcleo adaptado do Segundo Tempo. “Eu não corria, não jogava bola nem basquete”, lembra. Mas ali começava uma nova etapa de sua vida. Graças a exercícios de equilíbrio, deslocamento e desenvolvimento motor, dentro e fora d’água, a transformação foi além do caminhar com as próprias pernas.

“Agora eu corro do meu jeito, mas corro”, orgulha-se. Com a elevação da auto-estima proporcionada pelo esporte, Wagner, hoje com 23 anos, encontrou a motivação para seguir sozinho. Em casa, tarefas como a higiene pessoal, vestir-se e alimentar-se não requerem mais a ajuda da mãe, a dona de casa Vera Rosana Hellwig. O jovem que parecia condenado a uma cadeira de rodas já pega ônibus, acompanhado pela mãe.

No núcleo do Segundo Tempo, todos praticam basquete em cadeira de rodas, futebol, basquete para não cadeirantes, tênis, natação e handebol. Vôlei, ginástica e aulas de defesa pessoal também são oferecidos no leque de atividades. “Wagner perdeu coordenação motora, mas não a neurológica”, destaca a professora de natação Jennifer  Rodrigues, uma das coordenadoras de núcleo. “Sempre alegre, ele é muito interessado, aluno assíduo e se esforça bastante para fazer as atividades. É motivo de inspiração e amigo de todos nós.”

Bom aluno
Torcedor fanático do Brasil de Pelotas (na foto, ele está acompanhado do amigo Eduardo Camargo, fã do Grêmio), Wagner não teve a área intelectual afetada pela doença. Quando foi submetido à última cirurgia, cursava o 2º ano do ensino médio. Em 2010, fez o Enem e eliminou quatro matérias. Em 2011, terminou o segundo grau com média 8. “O esporte me fez reagir, permitiu que eu conquistasse muitas amizades e continuasse firme no propósito de fazer vestibular para educação física.”

Para dona Vera, a prática esportiva e a descontração durante as tarefas na oficina de artes plásticas foram determinantes para a evolução de Wagner. “Na aula, que dura em média uma hora, eles cortam, recortam e pintam. Meu filho foi evoluindo, e notamos que, a cada dia, surge uma nova transformação”,  garante, orgulhosa.

Confira a reportagem em vídeo:



Carla Belizária
Foto: Divulgação
Ascom – Ministério do Esporte
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