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11/07/2013 às 09:00 - Alunos carentes contam com aulas de hipismo no Segundo Tempo em Alegrete (RS)  

É no Sul do Brasil, precisamente em Alegrete, Rio Grande do Sul, cidade palco de conflitos e de combates durante a Guerra dos Farrapos, que o esporte de inclusão, do Ministério do Esporte, conta com a oferta inédita do hipismo.  Dos 70 estudantes contemplados, um terço é acompanhado pelo conselho tutelar. Eles aprendem as modalidades de salto e polo, no núcleo de atendimento do 6º Regimento de Cavalaria Blindado do Exército.

O hipismo é um esporte de elite exclusivo no núcleo da unidade militar, comandada pelo tenente coronel Ricardo de Castro Trovizo. As aulas são focadas nas competições e acontecem de segunda a quinta-feira, manhã e tarde, com reforço alimentar aos beneficiados. Os aprendizes são meninos e meninas de sete a 17 anos, alunos das escolas municipais Francisco Carlo, Eurípedes Brasil Milano e Princesa Isabel, e das estaduais Farroupilha e Romário Araújo de Oliveira.

O talento da garotada é tamanho que um grupo representado por cinco alunos do Programa Segundo Tempo/Forças no Esporte participou mês passado, da Temporada de Salto da 4º Regimento de Carros de Combate, na cidade gaúcha de Rosário do Sul, quando teve excelente desempenho. João Paulo Barros Rocha, 15, e Valdemir Pedroso Júnior subiram ao pódio.

No primeiro dia de provas, João Paulo foi o vice-campeão. Já no segundo dia de competição, Valdemir conquistou o terceiro lugar no salto, e ainda emplacou o terceiro lugar na geral. Durante a premiação, os cavaleiros receberam medalhas e os cavalos foram condecorados com escarapelas. Também competiram pela equipe do PST, Everson Moral, Cristian Santos e Diego Freitas.

O grupo agora se prepara para a próxima competição programada para  19, 20 e 21 desse mês. O evento acontecerá nas instalações do 2º Regimento de Cavalaria Mecanizada, em São Borja.

Os dois cavaleiros moram com suas famílias: João Paulo vive com a mãe, empregada doméstica e dois irmãos. Ele aprendeu a montar ao acompanhá-la durante o trajeto que faziam para trabalhar em sítios ou fazendas da região, nos finais de semana. Valdemir, vive com o padrasto, a mãe dona de casa e duas irmãs. O garoto também aprendeu a conduzir o animal em atividades rotineiras. Os cavaleiros são unânimes ao afirmar que o “Programa Segundo Tempo nos ajudou a olhar para o futuro: queremos ser atletas olímpicos e seguir carreira de militar do Exército”.

Na região, é tradição o uso de montarias. Elas incluem locomoção pessoal, passeios a cavalos, e a participação em rodeios, nos fins de semana. Hoje ainda fazem parte da cultura gaúcha. Em Alegrete, assim como em todo o Rio Grande do Sul, o dia 20 de setembro é uma data importante, pois marca o fim da Revolução Farroupilha, comemorada com uma grande cavalgada pelas ruas da cidade.

Parcerias locais
O Programa Segundo Tempo/Forças no Esporte é uma parceria entre os ministérios do Esporte, Defesa e Combate à Fome. Os meninos e meninas beneficiados em Alegrete, também participam dos programas “Bombeiro Mirim” e “Pelotão Charrua”, que significa índio da fronteira oeste. Corpo de Bombeiros, Exército e Prefeitura Municipal integram as ações.  

Conforme o sargento Maciel, coordenador do Pelotão Charrua, os mudanças são visíveis. “Os pais dos alunos afirmam que a grande melhoria dos filhos aconteceu no comportamento em casa e na concentração nas aulas, orgulha-se. O Pelotão Charrua oferece aos jovens do PST o reforço escolar, aula de informática e o plantio de hortaliças, além da hierarquia militar como disciplina e o respeito”, diz.

Rotina x equoterapia
No PST cavaleiros e amazonas também aprendem o trato com o cavalo. A atividade é regada de cuidados como alimentação e limpeza e tem como objetivo a garantia da saúde do animal.  Os estudantes do PST também participam de atividades desenvolvidas pelo Centro de Equoterapia de Alegrete (Ceal). A entidade realiza um trabalho voltado às pessoas que buscam melhora na qualidade de vida tendo o cavalo como aliado.

“No Segundo Tempo os nossos jovens acompanham, olham, conduzem animais para uma maior integração com pessoas com deficiências físicas e portadores da síndrome de down”, explica o capitão Lacerda, coordenador de núcleo do PST.

Carla Belizária
Foto: Divulgação
Ascom – Ministério do Esporte
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