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25/08/2012 às 13h08 - Ministério participa do 4º Simpósio de Cultura Corporal e Povos Indígenas


Os coordenadores-gerais de Esporte e Lazer, Ana Elenara Pintos, e de Assuntos Indígenas do Ministério do Esporte, Rivelino Macuxi, participaram da quarta edição do Simpósio Nacional de Cultura Corporal e Povos indígenas, realizada de 20 a 22 de agosto, em Manaus. Além de avaliar os efeitos de eventos esportivos nas práticas tradicionais, o encontro, que foi promovido pela Faculdade de Educação Física e Fisioterapia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), sediou o 1º Seminário Internacional de Socioantropologia do Desporto.

“O Ministério do Esporte tem se empenhado em construir e implementar uma política pública diferenciada de esporte e lazer para e com o indígena”, declarou o coordenador. O simpósio reuniu entre seus participantes gestores, universitários, pesquisadores e lideranças indígenas, que debateram, por meio de palestras, mesas de debates e oficinas, questões relativas à causa indígena.

A ação “Megaeventos esportivos e seu efeito nas práticas tradicionais dos povos” foi o tema abordado por Rivelino Macuxi. Segundo ele, competições esportivas como as Olimpíadas e a Copa do Mundo têm sede nas grandes metrópoles e ainda não influenciam diretamente os índios porque a infraestrutura está distante da aldeia. Ele ressaltou que a proposta é fazer com que o esporte e o lazer indígenas também deixem legado dentro das comunidades.

Uma das propostas apresentadas por Macuxi é a realização dos Jogos dos Povos Indígenas em comunidades habitadas pelos índios ou próximas a elas. O evento reuniu na 11ª e última edição, em Porto Nacional (TO), 1,4 mil indígenas e teve recorde de participação étnica, com 39 etnias nacionais. Durante os jogos, índios comercializam artesanato, disputam competições esportivas e tradicionais e participam de fórum social.

A ideia é que a estrutura dos jogos permaneça dentro da aldeia, como legado para novas demandas culturais, esportivas e festivas dessa população. “Ao invés de alugar a estrutura metálica da arena dos jogos por exemplo, a proposta seria a construção e um estrutura fixa após a realização do evento ela fosse aproveitada pela comunidade em outra situação”, explicou.

A coordenadora Ana Elenara focou sua apresentação em políticas públicas de esporte e lazer e nos desafios e ações realizados. Na oportunidade, o Ministério do Esporte, por meio da Secretaria Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social, garantiu a participação do representante indígena e coordenador do Programa Esporte e Lazer da Cidade (Pelc-Indígena), Paulo Wirki, que falou sobre a experiência de desenvolver o Pelc dentro de aldeias Wai Wai, do Pará. “Desenvolvemos junto com os Wai Wai um dos três pilotos da vertente do programa, desenvolvido também com os povos Terena, no Mato Grosso, e Xerente, do Mato Grosso do Sul”, disse Elenara.

Os Wai-Wai contam com futebol, natação, atletismo e canoagem, e os tradicionais arco e flecha e cabo de guerra. Os 1,5 mil contemplados  no Pelc Indígena vivem em 10 aldeias do município de Oriximiná, localizado a mais de 800 quilômetros da capital Belém. No Pelc Indígena eles assistem a apresentações culturais, danças tradicionais e participam de competições. Tawana, Kuwanamari, Takeru, Inajá, Placa, Tamiuru, Pokkuru, Santidade e Mapuera – este um povoado-sede que concentra a maioria absoluta da população com mais de mil habitantes – são as aldeias contempladas.

Carla Belizária
Foto: Francisco Medeiros
Ascom – Ministério do Esporte
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