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11/07/2012 às 15h14 - Programa de Esporte e Lazer muda a vida de jovens presidiários no Rio de Janeiro


Uma parceria firmada entre o Ministério do Esporte e o Centro de Integração Social e Cultural (Cisc – Uma chance), por meio do programa Esporte e Lazer da Cidade (Pelc), está desenvolvendo atividades de esporte e lazer para jovens de 13 a 18 anos que cumprem medidas socioeducativas ou penas em regime de semiliberdade e privativas de liberdade a fim de ressocializá-los e os inserir no mercado de trabalho. As atividades desenvolvem-se nas unidades penitenciárias no complexo Gericinó e Niterói e abrange as cidades do Rio de Janeiro, Niterói, e São Gonçalo.

Com sede no bairro de Tribobó, o Cisc vivencia a realidade de uma das comunidades de baixo poder aquisitivo de São Gonçalo, cidade com aproximadamente um milhão de habitantes - segunda maior população do estado. As ações já foram iniciadas com jovens internos de Unidades do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), com o Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (Criaad – Ricardo de Albuquerque) e também com o Centro Integrado de Tratamento ao Uso e Abuso de Drogas (Cituad).  

Espaço que abriga adolescentes usuários de drogas por um período de quatro meses, o Cituad ajuda a recuperar esses jovens, e funciona como um subnúcleo do Pelc. Já o Criaad é um espaço onde os jovens cumprem medidas socioeducativas, estudam pela manhã ou tarde e no outro turno desenvolvem as atividades do Pelc. Eles dormem na unidade, podem sair e aos fins de semana retornam às suas casas.

Segundo a equipe do Cisc, o cenário de violência aliado à ausência das condições básicas necessárias para uma melhor qualidade de vida é uma constante nos presídios do Rio de Janeiro. “O Pelc contribui para minimizar os drásticos efeitos de abandono dessa população, uma vez que a promoção do esporte e do lazer influencia para o desenvolvimento saudável do ser humano”, afirma a coordenadora do Pelc no Ministério do Esporte, Ana Elenara Pintos.

Para o professor José Nildo Alves Caú, formador do Pelc, a proposta é que o programa atenda 400 pessoas, com aulas de esportes de quadra e salão, música e atividades culturais. “Essa experiência é fundamental para compreender uma realidade, tanto como formador que possibilitou estabelecer um novo formato para estruturação do Pelc semiliberdade e privados de liberdade, adequado às condições do sistema penitenciário, e ao mesmo tempo, refletir as lições passadas pelas pessoas”, afirmou o professor.

A comprovação dos resultados desses programas está no depoimento de um jovem de 17 anos, (o nome não pode ser divulgado), que de acordo com ele, trazia apenas problemas para a mãe, que bastante perturbada ateou fogo no próprio corpo, pois não aguentava vê-lo envolvido com as drogas. “Hoje, consegui perceber que aqui no Cituad, com a prática do esporte e lazer e a atenção dos agentes, agora posso entender o que é ressocialização, pois no espaço semiaberto não percebi nenhuma mudança, mas agora comecei a dar orgulho à minha mãe e ela está me respeitando. O projeto está ajudando a voltar para casa”, disse o jovem.

Cleide Passos
Foto: Divulgação
Ascom - Ministério do Esporte
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