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09/01/2012 às 19h21 - Idosos de Santa Maria (RS) mudam postura diante da vida graças às aulas de teatro do Pelc


Na cidade gaúcha de Santa Maria, cerca de 380 idosos antes expostos a uma trajetória de acomodação pós-aposentadoria, cujo caminho natural seria ficar em casa, esperando o tempo passar, reencontraram a alegria de viver. É nas aulas de teatro oferecidas pelo Programa Esporte e Lazer da Cidade (Pelc)/Vida Saudável que a transformação começa. A história de Carlos Dorneles, 63 anos, e de Tomázia da Silveira, 68, ilustra o quanto o lazer é importante para uma melhor qualidade de vida. Graças à peça “O juiz e o diabo”, eles aprenderam que o sorriso é melhor remédio para prevenir problemas.

Em dezembro, o casal Carlos e Tomázia participou da atividade na oficina de teatro do Pelc. A peça municiou o trabalho de tema “encenação”, apresentado pelo agente de teatro do Pelc Diego Rosso, estudante de licenciatura na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). “No enredo, eu dava conselhos horríveis a um juiz de direito e fazia o público morrer de rir, pelas besteiras que falava e por improvisar na hora que esquecia o texto”, conta Carlos.

É com essa mesma alegria que Carlos e Tomázia tocam a vida. Energia eles têm de sobra e atribuem todo esse fôlego às aulas de ginástica e aos alongamentos diários do programa. Parecem ser  mais ativos do que eram quando jovens. “Antes, era um roteiro repetido: do trabalho para nossa casinha da Cohab, no bairro Santa Marta, e cuidar dos filhos (um professor de educação física, hoje com 35 anos, e uma enfermeira de 20)”, lembram.

O casal se aposentou. Ele como carteiro dos Correios e ela, empregada doméstica. Quando tudo sinalizava que iriam desacelerar, resolveram ousar e viraram “cidadãos do mundo”. Passaram a atuar em movimentos sociais, transformando-se em fortes lideranças de grupos populares da Igreja Católica e da associação de moradores, além de atuar como voluntários na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). “Faço crochê e confecciono sacolas. O dinheiro das vendas é revertido para a Apae. Já o serviço de casa é moleza: faço com a ajuda do Carlos”, revela Tomázia.

Sempre bem humorado, Carlos conta que foi atleta quando jovem e que coleciona troféus e medalhas de atletismo, futsal, natação e basquete. Além do teatro, ele revela que adora dançar e por isso não perde um baile do Pelc para mostrar, na pista do salão, que é bom de samba, pagode, chorinho e bolero. “Se depender de mim, a minha esposa é a ultima a sair do salão”, diverte-se. Tomázia completa: “Não temos problemas de saúde. A única reclamação do Carlos é uma dorzinha no joelho, que aparece raramente e que foi herdada do período em que ele era maratonista”.

Convivência
Além do teatro e do alongamento, o Pelc/Vida Saudável, em parceria com a prefeitura local, por meio da Secretaria da Juventude, Esporte, Lazer, Idoso e Criança, oferece aulas de aeróbica, pilates, ginástica localizada e caminhada orientada. As atividades, gratuitas, são realizadas em núcleos e subnúcleos: Itararé (Igreja Santa Catarina e Ginásio Guaraniy Atlântico) e Cohab Santa Marta (Colégio Marista Santa Marta, Colégio Augusto Ruski, Apae e Centro de Tradições Folclóricas).

De acordo com a coordenadora da parceria, Vera Mesquita, o Pelc estimula a convivência social e contribui para que uma parcela da população tenha acesso a esporte e lazer gratuitos. “Atendemos pessoas com idade a partir de 45 anos e cerca de 40 alunos portadores de necessidades especiais. Nesse ultimo caso, a Apae cede o espaço físico e, em contrapartida, o Pelc entra com as atividades e os esportes adaptados”, explica.

Carla Belizária
Foto: Divulgação
Ascom – Ministério do Esporte
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