Redes Sociais: Facebook   Google Plus   Extragram   Twitter   Flickr   Youtube

Notícias


07/04/2011 às 14h29 - Break-dance muda a rotina de jovens do Pelc no Distrito Federal


O break, dança de rua criada por afro-americanos e latinos na década de 1970, virou recreação para cerca de 60 jovens em Samambaia, Distrito Federal. Oferecido pelo Programa Esporte e Lazer da Cidade (Pelc), do Ministério do Esporte, em parceria com o Instituto Cultural e Social Brasil Vivo, o break-dance está funcionando como ferramenta de socialização da comunidade.

As atividades do núcleo fizeram com que três amigos skatistas, por exemplo, trocassem as ruas pela dança. Carlos Roberto de Jesus e Felipe Medeiros, ambos com 14 anos e João Vítor Machado, 16 anos, agora dispõem de um lugar seguro e organizado para estarem juntos e, ainda, praticar uma atividade semelhante ao esporte que adoram.

Os jovens não disfarçam o entusiasmo com a dança difundida pelo núcleo de atendimento Brasil Vivo 1, um dos três da parceria do Pelc. Para Carlos Jesus, além do break ser muito interessante, é tão radical quanto praticar skate. “Os passos e o ritmo são adrenalina pura”, concluiu.

O skatista João Vitor está curtindo dançar no núcleo do Pelc e ficar longe do perigo das ruas. “Amo praticar skate, só que não temos uma pista para treinamentos. É melhor continuar dançando porque aqui temos um espaço legal e seguro”.

As aulas acontecem no período vespertino, de segunda a quinta-feira, e são ministradas pelo professor Eudimar Ribeiro Justino. O Professor Ed, como é conhecido, conta que as turmas são divididas em duas categorias: iniciante e avançado, e que potencializam suas energias ao som de músicas do hip-hop e do electro.

Ed explica que os alunos também aprendem os fundamentos do hip-hop, além das coreografias, alongamentos e treinos. “O break é a dança; o rap é ritmo e poesia, a expressão músico-verbal da cultura; o grafite é a pintura em muros das ruas com sprays, estênceis e idéias sendo conhecida hoje como obra de arte”, ensina.

Para a dona de casa, Raimunda Aragão o break-dance do Pelc significou avanços positivos na desenvoltura do filho Felipe, que era muito tímido. Recentemente ela conferiu em uma apresentação do grupo, e pode conferir de perto a coreografia do filho que antes não dançava sequer quadrilha na escola.

De acordo com a secretária Nacional de Desenvolvimento do Esporte e do Lazer, Rejane Penna Rodrigues, este é mais um bom exemplo dos benefícios proporcionados pelo Pelc. “Trata-se da melhoria da qualidade de vida que o lazer, através de atividades físicas, recreativas e culturais pode proporcionar aos nossos jovens e suas comunidades.”


Carla Belizária
Foto: Francisco Medeiros
Legenda/foto: Carlos Roberto está apoiado nos pés de Felipe Medeiros (embaixo) treinando coreografia
Ascom – Ministério o Esporte