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04/11/2009 às 17h12 - Delegações étnicas de todo o Brasil recebem ministro Orlando Silva com honrarias


Foi um espetáculo inesquecível do tipo que só se vê nas telas da televisão e em grandes produções cinematográficas. Uma festa muito linda digna dos grandes guerreiros indígenas. A visita do ministro do Esporte, Orlando Silva, na última terça-feira (3), ao Parque Ambiental de Paragominas (PA), onde acontece até o próximo sábado (7), a décima edição dos Jogos dos Povos Indígenas ficará para sempre na memória dos moradores e dos 1.300 indígenas de 33 diferentes etnias que o receberam.

Orlando Silva chegou acompanhado pelo prefeito, Adnan Demachki e por Paulo Tocantins, o vice. Logo na entrada do Parque Ambiental eles foram recepcionados por dois caciques sendo um Ka`Apor, que habita o estado do Maranhão, e ou outro Karajá, do Tocantins, com (ornamento gigante nas costas). ”Seja bem vindo ministro ao encontro de nossa família e do povo nosso irmão”, disse Tomari, cacique Ka`Apor.

Em seguida Silva fez uma caminhada dento do Parque Ambiental num cenário idêntico ao habitat dos indígenas, entre árvores, terra, água, sol e vida. No ritmo do Carimbó, a banda da Escola de Música Professor Daniel Nascimento tocou logo na entrada anunciado que o ilustre visitante se encontrava em território do esporte indígena.

Na entrada próximo ao lago dos pedalinhos, uma estátua de uma cobra sucuri gigante saindo imponente de dentro das águas, mostrava a grandeza do folclore da região Amazônica. A cada 30 metros, etnias distintas pintadas e ornamentadas a caráter e de acordo com seus costures, aguardavam o ministro para desejar-lhe boas vindas aos jogos indígenas.

Os povos Assurini, habitantes de Paragominas, além dos além dos Pareci e dos Kuikuro, ambas etnias habitantes do Mato Grosso mostravam seus ritos festivos. Assim que Orlando Silva se aproximava, iniciava um ritual diferenciado de comemoração de acordo com a cultura de cada povo que cantava, dançava, tocava com seus maracás e o presenteava com colares, braceleiras, arcos e flechas e cocares.

Ferramenta da interculturalidade
“O esporte é muito bom para nós”, acredita o povo Asurini. Os indígenas dessa etnia explicam o motivo: “a gente mostra que é bom nessas atividades praticadas no dia-a-dia da aldeia e quando vem para os jogos, ficamos muito felizes, porque encontramos parentes que há muitos anos que não vemos”, disseram.

O ministro, por sua vez, concordou com os Assurini. “O esporte é a melhor maneira de se construir pontes e laços. E os Jogos Indígenas são o resultado disso”.

Carla Belizária
Foto: Francisco Medeiros
Ascom – Ministério do Esporte