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25/08/2009 às 17h02 - MPB embala educadores latinos rumo à construção do novo paradigma do lazer


Falar de interação profissional e de intersetorialidade pressupõe mobilizar, além da intelectualidade outras dimensões como a afetividade. Significa, entre outros, gostar das pessoas e de estar juntos. Com essa linha de pensamento, ao som da música “Eu sei que vou te amar”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, pesquisadores, educadores e gestores especialistas da Argentina, Colômbia, Uruguai, Paraguai, Chile, Estados Unidos e do Brasil foram provocados, literalmente, na primeira dinâmica da Reunião Internacional de Políticas Públicas Integradas de Educação, Esporte e Lazer.

O evento encerra nesta quarta-feira, na Academia de Tênis de Brasília. Essa metodologia de trabalho aplicada durante a palestra que teve como tema “O desafio da construção de paradigmas contemporâneos para políticas públicas integradas de educação, esporte e lazer” foi ministrada pelo professor doutor Paulo Roberto Padilha, do Instituto Paulo Freire (SP). Após a música, o educador promoveu um momento de acolhimento em que foi citada a frase de Paulo Freire: “conhecemos com o corpo todo, não só com nossas emoções ou com nossa razão”.

Paulo Padilha explicou que essa estratégia de trabalho serve para alertar e ensinar aos participantes da reunião que falar de esporte e lazer pressupõe esse conhecimento. “A educação integral exige mais do que compromissos. Impõe também, e principalmente, um projeto pedagógico de educação integral para potencializar as dimensões do aprendizado”, ensinou.

Em sua palestra, o professor doutor Nelson Carvalho Marcellino, da Universidade Metodista de Piracicaba (SP) defendeu a designação e a unificação do nome lazer junto aos países da América latina. Para ele, o lazer é uma atividade praticada ou assistida no tempo disponível das pessoas, e que tem determinadas características de atitude, como atenção lucrativa e o prazer propiciado pelas atividades. “È preciso que se aborde o lazer como desenvolvimento social e pessoal que transforma os indivíduos em pessoas e a pessoa em cidadão”, sugeriu.

Lazer como veículo de educação e cultura
A oferta de recreação por meio da criação de uma nova pedagogia de animação que vem da palavra ânimo (no sentido de dar sentido a vida humana e de transformar) também pode ser trabalhada junto com a cultura de um povo de uma determinada comunidade em que a escola está inserida. “Temos que mostrar a importância do lazer e dos conteúdos, como cultura, acesso ao espetáculo esportivo e a arte. Depois dessa ação, a comunidade seria capaz de construir a escola juntos”, revelou.

Nelson Carvalho contou que várias experiências nesse sentido têm apresentado bons resultados, refletindo tanto na redução da violência quanto na diminuição da depredação de escolas. “Quem depreda a escola ou é aluno que já foi expulso ou quem não teve acesso a ela”, garantiu.

O encontro é uma iniciativa da Secretaria Nacional de Desenvolvimento de Esporte e de Lazer do Ministério do Esporte (SNDEL) em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (Secad) e conta com apoio da Organização dos Estados Iberoamericanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).

Carla Belizária
Foto: Francisco Medeiros
Ascom – Ministério do Esporte