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26/01/2013 às 19h30 - Atletas comemoram construção do centro de treinamento paraolímpico  

Dezenas de atletas, vários deles medalhistas nos Jogos Paraolímpicos e Parapan-Americanos, participaram na sexta-feira (25.01), em São Paulo, do lançamento do projeto do Centro Paraolímpico Brasileiro, que será construído no Parque Fontes do Ipiranga, na zona sul da capital paulista.

O centro de treinamento é parte do Plano Brasil Medalhas, do Ministério do Esporte, que vai aportar R$ 1 bilhão adicional ao orçamento do esporte brasileiro entre 2013 e 2016, com a meta de projetar o Brasil entre as maiores potências esportivas do mundo a partir dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016.

A apresentação do projeto ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, com a presença da presidenta da República, Dilma Rousseff, do governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

Edênia Garcia, medalha de bronze nos Jogos Paraolímpicos de Londres, disse que "o projeto é formidável, digno dos melhores atletas do mundo, um legado para gerações". Para ela, beneficiária do programa Bolsa-Atleta, do Ministério do Esporte, "o Rio 2016 tem tudo para deixar o melhor legado para o esporte brasileiro. O diferencial deste centro de treinamento é que ele foi pensado especialmente para os atletas com deficiência, não foi adaptado de outros esportes".

O local servirá para treinamentos, competições e intercâmbios de atletas e seleções; preparação física; cursos para técnicos, árbitros, gestores e outros profissionais; e desenvolvimento das ciências do esporte, no conceito de atuação interdisciplinar envolvendo medicina, fisioterapia, psicologia, fisiologia, biomecânica, nutrição e metodologia do treinamento, entre outras áreas.

O nadador multicampeão Daniel Dias comemorou: "A construção do centro de treinamento será a realização de um sonho de muitos anos, desde que o esporte paraolímpico começou a se desenvolver no Brasil. O governo acreditou no nosso sonho". Já o campeão olímpico da bocha Dirceu Pinto, também bolsista do Ministério do Esporte, afirmou que o CT significa algo de novo no Brasil: "Vários países têm ótima estrutura, e agora vamos ter o que há de melhor no mundo. Se sem este centro já temos excelentes resultados, a tendência é melhorar ainda mais nos próximos ciclos paraolímpicos".

Estrutura
Parceria do governo federal com o estado de São Paulo e o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), o centro de treinamento congregará 14 modalidades de esportes paraolímpicos: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, natação, esgrima, futebol de 5, futebol de 7, goalball, halterofilismo, judô, rúgbi, tênis, tênis de mesa e voleibol sentado.

Edilson Tubiba, diretor técnico do CPB, disse que o esporte paraolímpico há anos vem conquistando espaço no cenário esportivo e hoje "atingiu o mesmo patamar do esporte olímpico". Para ele, "o CT será o maior legado do Rio 2016, talvez melhor que a própria classificação no quadro de medalhas dos Jogos". Tubiba entende que "o centro de treinamento significará a consolidação do esporte paraolímpico para várias gerações".

O vice-presidente do CPB, Mizael Conrado, que falou em nome do movimento paraolímpico, afirmou: "Este momento é de extrema importância porque reúne o prefeito da maior cidade do Brasil, o governador do maior estado do Brasil e a presidenta da República por uma causa paraolímpica. Isso demonstra de forma cabal que o esporte brasileiro tem se consolidado como política de Estado".

Conrado lembrou que logo depois de o Brasil conquistar a nona posição nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, em 2008, o CPB estabeleceu metas desafiadoras para os anos seguintes. "Decidimos buscar a sétima colocação em Londres e conseguimos. Já o objetivo de alcançar o quinto lugar no Rio 2016 é mais difícil porque os nossos concorrentes também avançaram em seu desempenho."

Referências
Mizael chama a atenção para o fato de que três dos principais concorrentes do Brasil – China, Ucrânia e Coreia do Sul – têm algo em comum: centros de excelência que se tornaram referências internacionais em treinamento para esportes adaptados. Os três países concentram várias modalidades em um só local de treinamento, modelo bem sucedido que o Brasil foi buscar para aperfeiçoar a preparação de seus atletas e seleções de ponta.

O dirigente brasileiro citou a evolução da Ucrânia, que saiu da 44ª posição em 1996 para a quarta em 2008 e 2012, e a China, que passou da 13ª em 1992 para a primeira em 2012, como exemplo de planejamento, investimento e metas bem definidas. "O Brasil também vem se desenvolvendo de forma sustentável, e o CT vem coroar esse trabalho", encerrou.

Confira vídeo sobre o projeto do Centro Paraolímpico Brasileiro:



Confira vídeo com depoimentos de atletas paraolímpicos:



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Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Ascom – Ministério do Esporte
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