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07/05/2010 às 09h00 - Brasil recebe em maio as entidades promotoras dos três maiores eventos multiesportivos do mundo  

O Rio de Janeiro vai receber nas próximas semanas o Conselho Internacional do Esporte Militar, que realiza sua 65ª Assembleia e Congresso; o Comitê Olímpico Internacional, por meio de sua Comissão de Coordenação dos Jogos Rio 2016; e o Comitê Paraolímpico Internacional, que vem realizar seu Seminário de Orientação



O Brasil – sede de três megaeventos multiesportivos internacionais: Jogos Mundiais Militares de 2011 (conhecidos como Jogos da Paz); Jogos Olímpicos de 2016; e Jogos Paraolímpicos de 2016 – recebe neste mês de maio representantes das entidades promotoras dessas três competições: o Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM, na sigla em francês), o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Comitê Paraolímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês). Todas estarão presentes na cidade do Rio para dar continuidade às agendas relativas à preparação dos três eventos. As agendas contarão com a presença de autoridades das três entidades, do governo federal, dos governos estadual e municipal do Rio de Janeiro e dos Comitês Olímpico e Paraolímpico Brasileiros e da Comissão Desportiva Militar do Brasil (CDMB).

Para o secretário Nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, as três atividades marcam um momento-chave do Brasil no cenário internacional não apenas no quesito esporte, mas em promoção do País, gestão pública e privada e planejamento de ações integradas nos três níveis de governo e em diversos setores da sociedade. “Estamos em uma fase de demonstrar na prática a nossa capacidade de organizar com competência os eventos que lutamos para receber”. Ele vai além: “Não queremos apenas mostrar capacidade organizativa, queremos que esses eventos deixem legados extensos e duradouros para a população brasileira e em particular para o nosso esporte”.

Os calendários, consecutivos, estão programados para começar na próxima semana. De 10 a 15 de maio, acontecem a 65ª Assembleia e o Congresso Geral do CISM, com a presença do presidente da entidade, General Gianni Gola, e de mais de 70 delegações estrangeiras. Serão abertas à imprensa, mediante credenciamento prévio, a visita aos locais de competição na terça-feira, dia 11, e a solenidade de abertura da Assembléia na quarta-feira, dia 12. Entre as instalações a serem visitadas na terça-feira, às 10 horas, está o Complexo Esportivo de Deodoro, construído pelo governo federal para os Jogos Pan-americanos de 2007 e que será uma das principais sedes dos Jogos de 2011 e dos Jogos Rio 2016. Na quarta-feira, a abertura da Assembléia será realizada no Monumento aos Mortos da Segunda Guerra, no Aterro do Flamengo, às 10h30.

A cerimônia vai lembrar a data da rendição alemã na segunda guerra, ocorrida em 8 de maio de 1945. O CISM foi criado pelas tropas aliadas estacionadas na Europa ao término da guerra. Já os Jogos Mundiais Militares foram criados em comemoração ao fim da guerra e em celebração pela paz. A primeira edição foi em Roma (Itália); a segunda em Zagreb (Croácia); a terceira na Catania (Itália); a quarta em Hyderabad (Índia); e a próxima será no Brasil, no ano que vem.

Já na terça-feira seguinte, dia 18, o Comitê Olímpico Internacional inicia, no Rio, a visita da Comissão de Coordenação dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. A visita segue até a quinta-feira, dia 20. Estarão presentes a presidente da Comissão de Coordenação do COI, a marroquina Nawal El Moutawakel (Marrocos), e o diretor executivo de Jogos Olímpicos da entidade, o suíço Gilbert Felli, junto com outros 16 integrantes e funcionários do Comitê. Durante esta agenda, os três níveis de governo e o Comitê Rio 2016 farão apresentações de atualização dos projetos contidos no dossiê de candidatura e vão discutir com a Comissão o estágio da organização dos Jogos em diferentes temas, com destaque para a estrutura e constituição da Autoridade Pública Olímpica (APO), consórcio interfederativo que irá coordenar todas as obras e os serviços a cargo do setor público e da iniciativa privada para prover a infraestrutura necessária aos Jogos.

Os Jogos Paraolímpicos de 2016 também estarão no centro dos debates das autoridades governamentais e organizadores dos Jogos, tanto durante a visita da Comissão de Coordenação do COI quanto durante o Seminário de Orientação do Comitê Paraolímpico Internacional (IPC). Nos dias 21 e 22, o diretor executivo da entidade, Xavier Gonzalez, o gerente senior dos Jogos Paraolímpicos, Thanos Kostopoulos, e demais representantes do IPC apresentarão os princípios e a evolução do Movimento Paraolímpico, as oportunidades de legados, o planejamento e a gerência do evento, que sucede os Jogos Olímpicos em todas as suas edições. O Seminário contará, ainda, com a participação do presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, que recentemente também foi empossado presidente do Comitê Permanente de Jogos Paraolímpicos do IPC.

No Brasil, mais de 20 milhões de pessoas apresentam algum tipo de deficiência, e a acessibilidade vem sendo discutida e implementada no País através da Agenda Social, que tem por objetivo a inclusão da pessoa com deficiência em âmbito nacional e de forma transversal em diversas frentes de ação, como o programa Bolsa-Atleta, do Ministério do Esporte, que inclui atletas paraolímpicos no benefício de incentivos em remuneração para competidores nas mais diversas modalidades. Como fator norteador para o Rio 2011 e o Rio 2016, serão adotados padrões internacionais de acessibilidade nas instalações esportivas e não esportivas, assim como os governos pretendem criar estímulos a pessoas com deficiência para praticarem esportes.

Jogos Mundiais Militares
Em 2011, entre 16 e 24 de julho, o Rio de Janeiro sediará os 5º Jogos Mundiais Militares, terceiro maior evento multiesportivo do mundo, depois dos Jogos Olímpicos e dos Jogos Paraolímpicos. Cerca de 6 mil atletas estarão competindo em 38 modalidades de 20 esportes, como vôlei, natação, triatlo, pentatlo militar, hipismo, paraquedismo, entre outras, nas instalações construídas para o Pan 2007, como o Engenhão, o Complexo Esportivo de Deodoro e o Maracanãzinho, e em estruturas militares de referência, como a Escola de Educação Física do Exército.

Como há uma boa safra de atletas internacionais que são militares ou que vêm se filiando às Forças Armadas, alguns dos maiores expoentes do esporte mundial estarão competindo ano que vem na cidade. No Brasil, atletas olímpicos, como a lutadora Natália Falavigna e o judoca Tiago Camilo, entraram para o Exército a fim de competir em 2011. Com isso, observa-se ainda uma tendência ao retorno à tradição esportiva militar no País, que teve sua primeira medalha de ouro olímpica conquistada por um tenente: Guilherme Paraense, vencedor no tiro esportivo nos Jogos Olímpicos de Antuérpia, na Bélgica, em 1920.

Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016
Em 2 de outubro de 2009, durante a 121ª Assembléia do COI, em Copenhague (Dinamarca), o Rio de Janeiro foi eleito cidade-sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Após a realização dos Jogos Pan-americanos e Parapan-americanos Rio 2007, maior evento esportivo das Américas, os três níveis de governo, bem como o Comitê Olímpico Brasileiro, voltaram-se, diante de uma estratégia de longo prazo para o País, para a postulação da cidade aos Jogos de 2016, oficializada em janeiro de 2008. Cinco meses depois, em 4 de junho de 2008, o Rio foi selecionado entre as quatro cidades finalistas, junto a Chicago (EUA), Tóquio (Japão) e Madri (Espanha), para continuar na disputa aos Jogos de 2016 oficialmente como candidata, com a eliminação das demais postulantes: Praga (República Checa), Doha (Catar) e Baku (Azerbaijão).

A realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos no Rio de Janeiro em 2016 é resultado de uma estratégia de planejamento coordenado de um calendário linear de realização de eventos esportivos internacionais no Brasil, como reforçam os três encontros realizados de forma integrada neste mês de maio. Em 2011, os Jogos Mundiais Militares já irão utilizar boa parte das instalações legadas pelo Pan 2007. A realização da Copa das Confederações em 2013 e da Copa do Mundo Fifa 2014 também está inserida no contexto de uma série de benfeitorias que serão feitas em estádios e nas cidades que vão receber essas grandes competições, contribuindo para a continuidade do calendário esportivo, que irá culminar em 2016 e resultar em outro ciclo de legados e oportunidades para o Brasil.



Priscila Novaes
Ministério do Esporte no Rio de Janeiro

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