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12/04/2010 às 09h54 - Chuvas não impedem Sul-americano de Hóquei sobre Grama no Rio. Brasil termina em quarto  

O campeonato, que simboliza a crescente popularidade do esporte no País, contou com a visita do jogador de futebol El Loco Abreu

O Complexo Esportivo de Deodoro, instalação que será uma das sedes dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, recebeu na semana passada o Campeonato Sul-americano de Hóquei sobre Grama, modalidade esportiva que vem se desenvolvendo no Brasil com apoio do Ministério do Esporte. As finais ocorreram neste sábado e domingo, e a seleção brasileira ficou em quarto lugar tanto no feminino quanto no masculino. As tradicionais Leonas da Argentina venceram a final de sábado e, no domingo, a tradição portenha também prevaleceu entre os homens. O Chile terminou em segundo nas duas categorias. O Uruguai, terceiro colocado também em ambas, teve um torcedor mais habituado a estar em campo.

Para prestigiar o time de sua nação, o atacante do Botafogo Washington Sebastián Abreu Gallo, conhecido como El Loco Abreu, esteve em Deodoro com o filho acompanhando a final deste domingo. Abreu considera a modalidade similar ao futebol e, por isso, acredita que o hóquei pode atrair muitas crianças para a prática esportiva e em especial para os Jogos de 2016: “O Brasil tem uma boa estrutura para o desenvolvimento desse esporte e fiquei muito feliz de o time da casa estar crescendo, mas vim aqui prestigiar o Uruguai; quando soube que a seleção do meu país de origem estaria aqui, não pude deixar de vir”, contou o jogador, que comemorou o bronze junto a seus conterrâneos.

Alberto Budeisky, dirigente da Federação Pan-americana de Hóquei sobre Grama (PAHF, na sigla em inglês), concorda que “a iniciação de base é o caminho certo para incluir crianças e jovens na modalidade e ampliar as chances do Brasil em competições internacionais”. Ele destaca a instalação do Rio de Janeiro como um modelo a ser seguido. Para o dirigente, “a Federação teve a ideia de fazer o Sul-americano pela primeira vez no Brasil porque o País apresentou, em Deodoro, a estrutura necessária para receber a competição”.

O secretário de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, acompanhou a disputa da final masculina e fez entrega de troféus.

Os campos que receberam o campeonato são os únicos oficiais do País para a modalidade. Como são feitos de grama sintética irrigada e dotados de eficiente sistema de drenagem, foi possível seguir com a competição mesmo após o temporal que causou tragédias no Rio de Janeiro. Abaixo do gramado, há três camadas: uma de asfalto impermeável, uma de brita e uma de areia especial compactada, e essas estruturas tornaram possíveis e adequadas as provas no local (apenas na terça-feira não houve jogos por motivos logísticos). A instalação, chamada de Centro de Hóquei sobre Grama Sargento João Carlos de Oliveira, será usada para treinamento nos Jogos Olímpicos de 2016 – as provas de hóquei estão previstas para o centro olímpico de treinamento a ser construído na Barra.

Apoio e integração garantem boa utilização do complexo esportivo
Construído para os Jogos Pan-americanos e Parapan-americanos Rio 2007, o Complexo Esportivo de Deodoro abriga, além do Centro de Hóquei sobre Grama, outros três centros nacionais esportivos de ponta nas modalidades de Pentatlo Moderno, Tiro Esportivo e Hipismo, que receberão provas olímpicas em 2016. O Sul-americano de Hóquei marca o 70° evento realizado no Complexo depois do fim do Rio 2007, englobando-se todas as modalidades.

A marca de 70 eventos realizados em três anos não é aleatória. Legado do Pan, a instalação é gerida em esfera federal em conjunto pelo Ministério do Esporte, responsável pela construção e manutenção do complexo, e pelo Ministério da Defesa, que cuida da gestão e também administra a Vila Militar de Deodoro, em uma parceria bem-sucedida com as confederações brasileiras das modalidades que abriga.

Além de prover a estrutura para treinamentos e competições, o Ministério do Esporte adquiriu, por ocasião do Pan, 2.518 tacos, 2.500 bolas e 18 protetores pélvicos para a prática de hóquei sobre grama, materiais que permaneceram para uso permanente do esporte no Brasil.

Priscila Novaes
Ascom – Ministério do Esporte Rio 2016

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