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26/11/2009 às 16h11 - Ministério do Esporte e Reitoria da UFRJ anunciam medidas para o Ladetec  

Em reunião nesta quinta (26) com integrantes da Agência Mundial Antidoping (Wada, em inglês), o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Aloísio Teixeira, anunciou que a instituição vai fazer um estudo de competitividade do Ladetec, laboratório da universidade credenciado pela Wada para realização de exames de controle de dopagem.

No estudo pretende-se mapear o mercado de controle de doping no mundo, a atuação dos laboratórios credenciados pela Wada, o posicionamento de cada um no mercado, o papel que eles exercem nas regiões onde estão localizados, o tipo de administração, as fontes de recursos. No estudo, os custos do Ladetec vão passar por auditoria, para, entre outros aspectos, aferir os itens que compõem os preços dos testes feitos no local e a sua compatibilidade com o mercado mundial.

A universidade pretende ainda definir um plano diretor para o Ladetec. Neste ponto, o secretário nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, presente à reunião, informou que o Ministério vai aportar recursos para a construção de um novo prédio para o laboratório e também para aquisição de equipamentos mais modernos e treinamento de profissionais conforme as exigências da Wada.

Na opinião do secretário, “o estudo anunciado pelo reitor pode elucidar a polêmica sobre os preços cobrados pelo Ladetec”. Além disso, “o laboratório passa a ter parâmetros comparativos”, diz Leyser. “Com sua capacidade de atendimento renovada, o laboratório poderá aumentar a escala de exames feitos e competir em melhores condições com outros laboratórios de controle de doping no mundo”, acrescenta o secretário do Ministério.

Três integrantes da Agência Mundial – Diego Torres Villegas, diretor do escritório regional para a América Latina; Rune Andersen, diretor de Padrões e Harmonização; e Olivier Rabin, diretor de Ciência e Medicina – estão no Brasil para uma agenda de trabalho que envolve reuniões com autoridades governamentais, dirigentes esportivos e responsáveis pelas ações de controle de dopagem no País.

No dia 25 de novembro, em Brasília, eles se reuniram com o Ministério do Esporte para tratar da criação da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem, um compromisso assumido pelo Brasil na candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Durante a reunião, o ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, anunciou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou envio, em dezembro, de projeto de lei ao Congresso Nacional para a criação da autoridade.

No encontro no Rio, Diego Torres se disse satisfeito com as iniciativas da UFRJ e do Ministério do Esporte e afirmou que a Wada está disposta a colaborar com as melhorias no laboratório. “Estamos aqui para ajudar a identificar as questões mais urgentes e definir prioridades para incrementar a atuação do Ladetec”, disse. Torres acrescentou que “foi importante conhecer o apoio da reitoria da UFRJ ao trabalho da Wada e ao próprio Ladetec”, único no Brasil credenciado pela agência mundial para exames de controle de dopagem. Ele reiterou que a agência vai contribuir com o aperfeiçoamento da normatização e dos procedimentos dos órgãos envolvidos com as ações de controle de doping no Brasil. E finalizou dizendo que a Wada espera ter o laboratório como referência não somente no Brasil mas em toda a região na análise de testes de doping.

Ao final do encontro, o reitor Aloísio Teixeira registrou seu otimismo com a solução apresentada pelo governo federal de criação de uma autoridade nacional de controle de dopagem. “Esse é um marco legal diferenciado, porque vai facilitar uma série de procedimentos que implicam na atuação do laboratório, como a importação de substâncias e produtos controlados pela legislação atual”, comentou. “Já as iniciativas que não dependem desse marco legal, como o aporte de recursos financeiros, a definição de um planejamento do trabalho do laboratório e o estudo de um modelo de governança para o Ladetec, estão sendo tomadas pelo Ministério do Esporte e pela universidade”, ressaltou o reitor.

Aloísio Teixeira lembrou que o fato de o laboratório estar situado na universidade e vinculado a ela tem uma vantagem adicional além da prestação de serviços ao esporte: ele pode desenvolver pesquisas que enriqueçam o conhecimento da ciência sobre o doping e as medidas para combatê-lo. Esse trabalho científico pode inclusive obter financiamentos específicos que não onerem os custos do laboratório ou da própria universidade.

Sueli Scutti
Ascom - Ministério do Esporte

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