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01/11/2009 às 20h45 - COI faz primeira reunião de trabalho no Rio depois da escolha para os Jogos de 2016  

O Comitê Olímpico Internacional (COI) enviou na última semana diretores e coordenadores de diferentes áreas de atuação para ministrarem seminário de orientação aos organizadores dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. Esta foi a primeira reunião técnica dos membros do COI com a Organização dos Jogos depois da eleição do Rio como cidade-sede dia 2 de outubro, em Copenhague, na Dinamarca. O COI realiza o seminário para todas as cidades que ganham o direito de realizar os Jogos Olímpicos de Verão e de Inverno. Um dos principais objetivos é transmitir aos futuros organizadores a experiência das cidades que já realizaram o evento.

Na sexta-feira 30 e no sábado 31, a equipe de sete membros do COI, encabeçada pelo diretor executivo de Jogos Olímpicos da entidade, Gilbert Felli, atualizou-se sobre os planos da cidade em diferentes sessões relativas aos principais temas de planejamento, gestão e operações do evento, em consonância com o primeiro plano de trabalho da Rio 2016 feito durante o processo de candidatura, em que a cidade disputou a sede olímpica com Chicago, Madri e Tóquio. A comitiva do COI recebeu um panorama do andamento das atividades relacionadas à preparação para o evento e teceu suas avaliações e considerações.

As reuniões contaram com a participação do ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., do governador do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, e do prefeito da Cidade, Eduardo Paes, além do presidente do Comitê Organizador Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, e do membro decano do COI, João Havelange.

O diretor do COI Gilbert Felli resumiu, ao final do encontro, que o seminário atingiu seu principal objetivo quanto a orientar as autoridades e as equipes de trabalho sobre o gerenciamento dos Jogos e as responsabilidades governamentais, destacando que, até o momento, os planos de trabalho continuam sustentáveis: "Não vimos qualquer mudança no masterplan dos Jogos, continua sendo o mesmo plano que consta dos documentos de Candidatura Rio 2016 e do relatório de avaliação do COI", comentou.

Felli ressaltou como ponto-chave do seminário a compreensão de que "os Jogos são um produto diferente e especial, que inclui uma série de outros produtos e também clientes". Além disso, completou o diretor executivo de Jogos Olímpicos do COI, "é importante que vejamos legados com o evento, e nós tentamos explicar durante as reuniões o que foi visto em outras edições de Jogos neste sentido". Felli ainda agradeceu a ampla participação de integrantes do Comitê Rio 2016, do governo federal, do governo do Estado e da Prefeitura. Trinta representantes do governo federal estiveram presentes ao seminário.

Sobre as garantias governamentais oferecidas para a realização dos Jogos, um dos itens ressaltados pelo COI foi o Ato Olímpico, entregue pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante as reuniões de Copenhague. O Ato, instituído pela Lei 2.035, de 1º/10/2009, reitera o cumprimento dos investimentos necessários para a realização dos Jogos e assegura a oferta de serviços de competência federal antes e durante a sua realização, bem como garantias de intervenções de longo prazo que promovam legados. Estão assegurados, por exemplo, construção e financiamento de projetos de infraestrutura de transporte na cidade, investimento em outras obras públicas, utilização das instalações esportivas e não esportivas de propriedade do governo federal, aumento da capacidade de fluxo de passageiros em aeroportos, apoio financeiro para a revitalização da zona portuária e linhas de crédito de habitação em vilas.

Com o Ato Olímpico, o governo federal soma 64 garantias oficializadas para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, e os governos do Estado e do Município do Rio de Janeiro assinaram outras 26 - 13 cada -, totalizando 90 garantias em prol de ações de longo, médio e curto prazo para a realização do evento esportivo e a execução de melhorias na cidade.

"O Comitê Olímpico Internacional, através de seus representantes, elogiou muito o apoio governamental e o profissionalismo da apresentação do Rio de Janeiro. Cada nível de governo apresentou as medidas que foram adotadas nesta fase inicial de trabalho. O COI apresentou os pontos positivos e os desafios, que foram detalhados e discutidos", afirmou o ministro do Esporte.

Ainda segundo o ministro Orlando Silva, este foi um momento de debate do planejamento, que, conforme os membros do COI, é crucial para a organização dos Jogos Olímpicos. "Esta fase, como destacou o diretor Gilbert Felli, tem tempo de maturação e deve ser trabalhada com tranquilidade e serenidade. Estamos no tempo de preparação para os Jogos", disse.

A integração e a parceria entre os três níveis de governo e a Organização dos Jogos foram elogiadas por Gilbert Felli. "É muito importante que todos trabalhem juntos para entregar a infraestrutura necessária", disse, citando a concepção que lhe foi apresentada pelos governos sobre a estrutura da Autoridade Pública Olímpica (APO), na qual "os três níveis de governo concordam quanto a como entregar as estruturas de Jogos, os serviços e também a infraestrutura geral demandada pelo evento por parte de diferentes agências (que constituirão a APO)".

Sobre a constituição da Autoridade Pública Olímpica, o ministro do Esporte explicou que "existem duas fases. Há um prazo de seis meses, a partir da escolha da cidade, para a instalação plena do Comitê Organizador dos Jogos, e esse será o prazo também para a APO, que reunirá os três níveis de governo. A partir de março, ao ser iniciada a segunda fase, são estabelecidos os cronogramas de atividades", concluiu.

"Estamos agora em fase de desenvolvimento do modelo da APO e ouvindo as demandas do COI para que nosso desenho de estrutura atenda aos requisitos necessários", completou o secretário Nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, informando ainda que, para a realização das próximas ações previstas para os Jogos, o governo federal enviou ao Congresso, em 13 de outubro, projeto de lei que visa a complementar em R$ 300 milhões os recursos da Secretaria Nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte para iniciar a fase de preparação do evento e apoio às equipes brasileiras que irão defender o país em 2016.

A verba complementar será destinada a ações como realização de eventos, contratação de serviços de consultorias, contratação de projetos de obras como o Centro Nacional de Treinamento, serviços de inteligência na área de segurança, modernização da estrutura para controle de dopagem, promoção do país e manutenção de instalações esportivas, entre outras.

Já o prefeito Eduardo Paes revelou que será enviado à votação na Câmara dos Vereadores nas próximas semanas um pacote urbanístico que pretende estimular a construção de hotéis na cidade do Rio de Janeiro através de medidas de incentivo fiscal.

Além do diretor de Jogos Olímpicos do COI, participaram do encontro outros seis integrantes do comitê: Timo Lumme, diretor de Serviços de Televisão e Marketing; Christophe Dubi, diretor de Esportes; Antony Scanlon, chefe de Operação, Serviços e Coordenação de Jogos Olímpicos; Jennifer O’Brien, gerente de Projeto da Coordenação de Jogos Olímpicos; Robert Roxburgh, diretor de Comunicação; e Toshio Tsurunaga, gerente do Programa do COI para Serviços aos Comitês Olímpicos Nacionais.

Priscila Novaes
Ascom - Ministério do Esporte

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