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04/05/2009 às 12h00 - Avaliadores do COI ficaram impressionados com a candidatura brasileira  

Os treze membros da Comissão de Avaliação do Comitê Olímpico Internacional (COI) deixaram a cidade do Rio de Janeiro neste domingo, dia 3 de maio, “muito impressionados” com o projeto brasileiro para sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Liderados pela presidente da Comissão, a ex-atleta marroquina Nawal El Moutawakel, medalha de ouro nas Olimpiadas de Los Angeles, em 1984, eles são responsáveis por produzir um relatório sobre a viabilidade técnica das cidades candidatas (as outras são Madri, Tóquio e Chicago), documento que vai servir de base ao COI para escolher a cidade-sede, em sua assembleia do dia 2 de outubro.

A agenda dos inspetores contemplou três dias de apresentações em local fechado e um dia de visita às instalações esportivas já existentes e aos locais onde está prevista a construção das demais arenas projetadas para 2016 caso o Rio seja escolhido. Eles permaneceram na cidade entre 27 de abril e 3 de maio.

Ao final dos trabalhos, o Comitê de Candidatura saiu satisfeito com o resultado e segue confiante na vitória, como afirmou o ministro Orlando Silva Jr. “O saldo da visita é positivo. Nenhum questionamento feito pela Comissão durante as apresentações ficou sem resposta. Nós mostramos capacidade técnica, solidez econômica e vontade política para trazer os Jogos para o País”. A presidente da Comissão corroborou essa afirmativa, ao dizer que os responsáveis pela candidatura responderam a todas as dúvidas que os avaliadores tiveram durante a semana de sabatinas. Ela também ressaltou a participação de atletas olímpicos e paraolímpicos durante os trabalhos no Rio: “A presença dos atletas foi algo muito tocante”.

Os avaliadores partiram da capital fluminense impressionados com o compromisso institucional do País para realizar os dois eventos. No dia 2 maio, durante coletiva de imprensa, único momento em que a Comissão apresentou publicamente suas impressões sobre a visita, a presidente e o diretor executivo dos Jogos, o suíço Gilbert Felli, destacaram vários pontos positivos. “Tudo que vi foi positivo”, disse a presidente. O apoio e a integração dos governos federal, estadual e municipal, “sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva” mereceram destaque. “O que vimos foi um envolvimento pesado de todos os níveis de governo”, declarou ela. O presidente da República foi ao encontro dos avaliadores reiterar o empenho governamental na realização dos Jogos no Rio, e seu compromisso com a candidatura foi apreciado por eles. Nawal relatou que o presidente garantiu que o Rio está pronto para os Jogos, o povo está pronto, e ele também está, e que a equipe responsável pelos Jogos Pan-americanos de 2007 está habilitada para dar continuidade, em uma possível Olimpíada, ao trabalho desenvolvido naquela competição.

“Os Jogos se encaixam perfeitamente no plano de desenvolvimento brasileiro a longo prazo. Nós percebemos que o sonho de trazer os Jogos Olímpicos é um sonho de uma cidade e de uma nação. Recebemos amplas garantias dos governos”, afirmou a presidente, que acrescentou: “Acredito que todo o dinheiro que se planeja investir será um legado para o País e para o Estado em termos de hotéis, infraestrutura e instalações esportivas”.

Organizar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 em solo brasileiro seria a coroação do projeto trilhado pelo País de incluir-se na rota de grandes eventos esportivos internacionais. Após os Jogos Pan-americanos e Parapan-americanos de 2007, o Brasil vai receber os Jogos Mundiais Militares, em 2011; a Copa das Confederações, em 2013; e a Copa do Mundo de Futebol, em 2014. Outros eventos já estão agendados para o Rio de Janeiro: ainda em 2009, a Final da Copa do Mundo de Pentatlo Moderno, em setembro, e o Mundial de Natação Paraolímpica, em novembro. Em 2010, o Sul-Americano de Hóquei sobre Grama, em abril.

“Foi importante, para nós, compreender que existe uma continuação da visão dos Jogos Pan-americanos no Comitê de Candidatura e ver os legados de todos estes projetos para sociedade do Brasil”, ressaltou Gilbert Felli. Sobre o plano de segurança para os Jogos, ele disse que “Estamos surpresos pela nova maneira de lidar com segurança pública apresentada pelo governo”, referindo-se ao Pronasci e outros projetos complementares que mesclam prevenção e repressão ao crime com programas sociais e oportunidades à juventude.

O diretor executivo dos Jogos também afirmou que, ao contrário do que possa ser especulado, a Copa do Mundo de Futebol da Fifa em 2014, dois anos antes de uma possível realização dos Jogos Olímpicos na cidade do Rio de Janeiro, agrega benefícios a sua candidatura para sede olímpica. Ele lembrou de outros três países que também realizaram os dois maiores eventos esportivos do mundo com diferença de dois anos: Alemanha (Jogos de Munique em 1972 e a Copa de 74), Estados Unidos (Copa de 94 e Olimpíadas de Atlanta em 96) e México (Jogos de 68 na Cidade do México e Copa de 70).

“A realização da Copa dois anos antes traria mais benefícios do que riscos, porque assim o país terá uma equipe melhor preparada e boa parte da infraestrutura urbana estaria pronta para a Copa. Os investimentos seriam legados para a sociedade brasileira”, observou Felli.

Para o prefeito da cidade, Eduardo Paes, a proposta olímpica é um projeto de longo prazo que trará muitos investimentos e benefícios para a cidade. “Se pudéssemos ter um Rio de Janeiro dos sonhos, seria aquele que a gente constroi no projeto de candidatura. É um resgate para a cidade”.

Entre os quatro países com cidades que pleiteiam sediar os Jogos Olímpicos, apenas o Brasil ainda não recebeu a competição. Estados Unidos foi sede por duas vezes (Los Angeles 1984 e Atlanta 1996), Japão por uma (Tóquio 1968) e Espanha também por uma (Barcelona 1992). O presidente do Comitê de Candidatura, Carlos Arthur Nuzman, acredita que este é o momento do Brasil e da América do Sul e aposta na intenção do COI de rejuvenescer sua marca no mundo para vencer a disputa pela sede de 2016. “Com os Jogos, 180 milhões de jovens da América do Sul serão agregados ao movimento olímpico. Ninguém merece mais sediar os Jogos do que o Brasil”, disse. Nuzman informou que os inspetores ficaram impressionados com os programas sociais brasileiros para a juventude. No dossiê de candidatura, o Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, é o carro-chefe da inclusão social de crianças e adolescentes por meio da prática esportiva. Outra iniciativa brasileira rara no mundo e que igualmente impressionou a Comissão é o Bolsa Atleta, também do governo federal, que oferece ajuda financeira para atletas que se destacam mas não obtêm patrocínio.

Durante a semana em que os avaliadores estiveram na cidade, a equipe do Comitê de Candidatura detalhou tecnicamente todos os 17 temas que compõem o dossiê, entre eles transporte, instalações esportivas, vila olímpica, panorama econômico e político do País, segurança e acomodações. Além das apresentações técnicas, eles visitaram diversas instalações esportivas que abrigarão as competições caso os Jogos venham para o Brasil.

“Estivemos em locais icônicos para o esporte como o Maracanã e o Engenhão e conhecemos várias instalações que são legados dos Jogos Pan-americanos Rio 2007. A visita às instalações foi muito útil e pode ser muito valiosa para o nosso relatório”, afirmou Nawal.

Decisão será em 2 de outubro
A cidade do Rio de Janeiro disputa com Madri, Tóquio e Chicago o direito de sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Em 11 de fevereiro, o Brasil entregou ao Comitê Olímpico Internacional o dossiê com as propostas do projeto brasileiro para o evento. O engajamento dos três níveis de governo (federal, estadual e municipal) permitiu atender a todas as exigências da entidade internacional.

Entre os dias 27 de abril e 3 de maio, a Comissão de Avaliação do COI visitou a cidade do Rio de Janeiro para verificar in loco as propostas apresentadas no dossiê. Em junho, a candidatura brasileira irá a Lausanne, na Suíça, fazer uma apresentação técnica a integrantes do COI. No dia 2 de setembro a Comissão divulga o relatório de avaliação das quatro cidades – um mês antes do anúncio da cidade vencedora para sediar os Jogos Olímpicos. A escolha da cidade-sede será feita em assembléia do COI no dia 2 de outubro, em Copenhague, na Dinamarca.


Fabiane Schmidt
Ministério do Esporte no Rio 2016

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