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01/05/2009 às 11h10 - Ministra Dilma Rousseff reafirma compromisso institucional para os Jogos Olímpicos de 2016  

Neste dia 30 de abril a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e o presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, se encontraram com os 16 membros da Comissão de Avaliação do Comitê Olímpico Internacional (COI) que estão no Rio de Janeiro para conhecer o projeto de candidatura da cidade aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. As autoridades brasileiras explicaram o panorama econômico e político do Brasil, Tema 3 do Dossiê de Candidatura, e reafirmaram o compromisso institucional brasileiro e a vontade política para sediar os Jogos.

“O Brasil é um país democrático. A decisão de realizar os Jogos é do Estado, e não de um governo. As garantias reafirmadas hoje são institucionais, não pessoais. ndependentemente do cenário político ou econômico, o Brasil vai honrar seu compromisso. O arcabouço legal brasileiro exige e o país se orgulha de respeitar todos os contratos”, afirmou Dilma.

A ministra disse que o bom desempenho da economia brasileira e o tempo para planejamento do evento asseguram o cumprimento da previsão orçamentária dos Jogos. Dilma também enfatizou que os Jogos potencializariam o desenvolvimento de muitas ações sociais e de infraestrutura urbana já em execução ou projetadas no Brasil, que adotou o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para melhorar a infraestrutura brasileira em diversos setores.

“Não queremos elefantes brancos. Tudo que os Jogos requerem em termos de infraestrutura já está em andamento ou projetado. Não estamos falando de algo que corre em paralelo e sim de planos inseridos na política de desenvolvimento do país. Todas as obras que já estão sendo feitas ou que vão ter início nos próximos anos são de utilidade para nós, independentemente de o Rio ganhar a indicação ou não. Os Jogos vão antecipar e otimizar investimentos já planejados”. Para ela, caso o Brasil vença a disputa para os Jogos de 2016, uma boa parte da infraestrutura urbana necessária já estará pronta na cidade e no estado do Rio para a Copa de 2014. A ministra mencionou o caso da linha de trem de alta velocidade a ser construída ligando os estados do Rio e de São Paulo. “O TAV estará pronto para os Jogos de 2016, mas não depende deles para ser construído”.

Ela entende que o Rio de Janeiro precisa modernizar o seu sistema de transporte de massa, por exemplo. Ao justificar investimentos em construções esportivas, a ministra declarou que o esporte é um aliado na prevenção da violência urbana, ao formar uma juventude saudável e com boas perspectivas de futuro.

A crise mundial também entrou na pauta do dia. Meirelles afirmou que o Brasil apresenta uma boa perspectiva financeira para sediar os Jogos. Ele afirmou que apesar de a crise ser séria e ter atingido vários países, o Brasil resistiu bem ao impacto. “Nós demonstramos nossa capacidade e temos uma política monetária anticíclica, cortando os juros em tempos de crise. Existem projeções futuras que mostram a economia brasileira sempre em crescimento”, afirmou, ao mencionar que as previsões mais pessimistas indicam que o Brasil vai crescer acima da média do mundo em 2009 e 2010. Meirelles foi enfático: “O Brasil tem perfil de economia madura”.

O presidente do BC também ressaltou que o bom desempenho do país perante a crise demonstrou “estabilidade e previsibilidade” da economia brasileira, que “estará sólida em 2016”.

A ministra Dilma endossou o presidente do BC ao lembrar da política econômica brasileira nos últimos anos para justificar o bom desempenho brasileiro. “Não somos mais o Brasil de 2002, que, a cada crise internacional, quebrava. Hoje, temos reservas em torno de R$ 200 bilhões”, disse.

O ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., também participou da apresentação. Ele enfatizou que nenhum questionamento feito pelo COI ficou sem resposta, e lembrou que, além de a ministra Dilma e o presidente Meirelles terem reafirmado as garantias requeridas pelo Comitê Olímpico Internacional, se o Brasil vencer a disputa pela sede de 2016, haverá “um contrato de responsabilidades de cada parte envolvida na organização, com a definição clara de financiamentos e investimentos”.

Texto: Fabiane Schmidt
Ministério do Esporte no Rio 2016

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