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26/03/2009 às 16h20 - Rio 2016 é apresentada a comitiva de empresários britânicos, em São Paulo  

A assessora da Candidatura Rio 2016 no Ministério do Esporte Paula Sanches participou nesta quinta-feira (26/03), de uma mesa-redonda com o secretário de Estado do Ministério de Indústria e Comércio do Reino Unido, Lord Mandelson, e mais 15 representantes de empresas britânicas envolvidas nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Londres 2012. Sob o tema “Impacto econômico de grandes eventos esportivos no Brasil”, foram abordados o crescente desenvolvimento do setor esportivo brasileiro, os legados e as possibilidades de negócios que a experiência de sediar grandes eventos do esporte mundial pode propiciar ao país que os realiza. O encontro, aberto pelo cônsul geral britânico Martin Raven, ocorreu no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo, como uma das ações decorrentes da visita do Príncipe Charles ao Brasil com desdobramentos na área de esporte.

Paula Sanches, representando o secretário de Esporte de Alto Rendimento do Ministério, Ricardo Leyser, comentou a estratégia federal de inserir o Brasil no circuito de grandes eventos esportivos internacionais. Em 2007, o País recebeu os Jogos Pan-americanos Rio 2007; em 2011, será sede dos Jogos Mundiais Militares; em 2013 vai realizar a Copa das Confederações de Futebol; em 2014, receberá a Copa do Mundo da Fifa; e no momento pleiteia o direito de também acolher os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Os preparativos em infraestrutura previstos para atender às demandas desses grandes eventos esportivos permearam o debate, assim como os benefícios econômicos e sociais que a sua realização traz ao País. O grupo empresarial abordou questões como planejamento e, sobretudo, como a sociedade pode aproveitar as oportunidades que os Jogos Olímpicos estão levando a Londres e poderão trazer ao Brasil. O Reino Unido também pretende sediar a Copa do Mundo de 2018.

Paula Sanches mostrou o projeto da cidade do Rio de Janeiro caso seja escolhida sede dos Jogos de 2016, ressaltando a sintonia entre o Comitê Olímpico Brasileiro e os três níveis de governo e sua interação com o setor privado. A candidatura brasileira conta com 42 instituições federais trabalhando em conjunto para atender às exigências técnicas do Comitê Olímpico Internacional (COI). Para a assessora, a experiência do Pan Rio 2007 está auxiliando o Brasil nestes próximos desafios. A questão da governança, a articulação política com antecedência e o alinhamento do projeto com o plano diretor da cidade foram lições aprendidas que já estão sendo postas em prática.

No caso de sair vencedor na escolha da cidade-sede, o Brasil já decidiu pela criação da Autoridade Pública Olímpica (APO), a ser formada pelos governos federal, estadual e municipal do Rio com a incumbência de centralizar em um só órgão toda a coordenação de obras e serviços públicos para a entrega da infraestrutura necessária à realização dos Jogos, supervisionar projetos de regeneração urbana e coordenar todo o legado dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. O protocolo de intenções para criação da APO foi assinado em 16 de janeiro pelo ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, o governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

Paula também ressaltou que a realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro beneficiará não apenas a cidade, mas também sua região metropolitana e o Brasil, já que os impactos econômicos não se limitariam às fronteiras do estado fluminense, e o governo federal pretende expandir ou implantar programas de alcance nacional para o desenvolvimento do País a partir do evento esportivo. “Por mais que os Jogos se realizem em apenas uma cidade, existe um efeito em cadeia. Isso é demonstrado, entre outros fatores, pelo aumento da capacidade produtiva, a melhoria dos serviços prestados e a capacitação profissional em uma imensa gama de setores”, afirma Paula Sanches.

Outros representantes da indústria do esporte também participaram do encontro. Thiago Salles, da consultoria esportiva Delloite, que fez estudos sobre a Copa do Mundo para Manaus e Cuiabá, falou sobre o planejamento financeiro das cidades que desejam receber jogos em 2014, e destacou a necessidade de tornar homogênea a legislação brasileira sobre Parcerias Público-Privadas (PPPs), já que, além de recente, a legislação varia entre União, estados e municípios. Ele entende que essa medida é necessária para atrair a iniciativa privada aos projetos de construções e reformas das instalações previstas para esses eventos já confirmados no País e para tornar ágeis os procedimentos a serem adotados pela administração pública visando a atender às exigências das entidades promotoras.

Tobias Hunbury, convidado para apresentar a experiência bem sucedida da empresa ISG Brasil no mercado nacional, demonstrou o caminho percorrido e indicou onde outras empresas britânicas podem encontrar oportunidade de negócios no mercado esportivo brasileiro, que está em ascensão.

Alberto Reppold, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, membro da Academia do COI e coordenador do Centro de Estudos Olímpicos, explanou sobre o uso potencial de eventos desportivos como instrumento de desenvolvimento econômico e social, em especial as mudanças positivas que os Jogos 2016 podem trazer ao Brasil.

Ao final, o secretário Mandelson encorajou a realização de parcerias entre o Reino Unido e o Brasil, seja para Londres 2012, seja para a Copa do Mundo de 2014.

Também estiveram presentes representantes da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Price Waterhouse & Coopers, Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco) e Associação Brasileira da Indústria do Esporte (Abriesp).

A disputa pela sede de 2016

A cidade do Rio de janeiro disputa o direito de sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 com mais três cidades: Madri, Tóquio e Chicago. Em 11 de fevereiro, o Brasil entregou ao Comitê Olímpico Internacional o dossiê com as propostas do projeto brasileiro para o evento. O engajamento dos três níveis de governo (federal, estadual e municipal) permitiu atender a todas as exigências da entidade internacional. Neste dia 26 de março, os principais coordenadores da candidatura – o ministro Orlando Silva Júnior, o governador Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes, o presidente do Comitê de Candidatura, Carlos Arthur Nuzman, e o secretário de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser –, estão apresentando o projeto brasileiro em Denver, nos Estados Unidos, durante a feira SportAccord, a maior do setor esportivo mundial, que pela primeira vez se realiza no continente americano.

Entre os dias 27 de abril e 3 de maio, a Comissão de Avaliação do COI visitará a cidade do Rio de Janeiro para verificar in loco as propostas apresentadas no dossiê. Em junho, a candidatura brasileira irá a Lausanne, na Suíça, fazer uma apresentação técnica a equipes do COI. O anúncio da cidade que vai sediar os Jogos de 2016 será feito em assembléia do COI no dia 2 de outubro deste ano, em Copenhague, na Dinamarca.



Fabiane Schmidt
Ascom - Ministério do Esporte na Rio 2016


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