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04/10/2013 às 10h00 - Musa do vôlei nos anos 1980, Isabel vê três filhos contemplados com a Bolsa Pódio  

Como jogadora de vôlei, Isabel Salgado começou ainda criança, na década de 1970, longe do sonho de viver de seu esporte. De classe média, a carioca foi musa de uma geração e também abriu caminhos importantes - treinando e jogando grávida de sua primeira filha, por exemplo, lutando por direitos das atletas. Tornou-se uma das grandes atacantes do vôlei mundial e passou pela transição do “paitrocínio” para o profissionalismo, com a liberação de publicidade em camisas, em 1981. Agora, conhece de perto outra fase no esporte, com investimento direto do governo federal em atletas com perspectivas de medalhas olímpicas no Rio 2016: três de seus quatro filhos estão entre os 20 primeiros do mundo no ranking mundial do vôlei de praia e passam a receber a Bolsa Atleta Pódio, instituída pelo Ministério do Esporte.

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Maria Clara, 30 anos, e a irmã Carol, 26, estão em terceiro lugar no ranking da Federação Internacional de Vôlei (FIVB); o irmão Pedro, 27 (que tem parceria com Bruno) está em segundo.

Das quadras, Isabel foi uma das pioneiras no vôlei de praia do Brasil, iniciando dupla com Jacqueline, levantadora da seleção nos anos 1980. A ex-atleta destaca a diferença para os jovens que agora optam pela carreira – e pela modalidade: “Quando eu comecei, era difícil pensar que não havia retorno, que só era possível jogar pela retaguarda familiar. Uma menina que ingressa no vôlei de praia hoje sabe que, se conseguir expressão, terá chance de apoio e de viver do esporte. É bem diferente, com relação a condições de treinamento. Existe tranqüilidade. E, de certa forma, o vôlei profissional se tornou menos elitista, mais democrático.”

Mesmo no início da entrada de patrocínios, lembra Isabel, a sobrevivência como atleta era um ponto de interrogação. “Minha família, de classe média, me ajudou com certa dificuldade. Importante mesmo foi na questão de formação, de tratar a questão do ensino como fundamental.”

Apoio de empresas e agora estatal
Os filhos optaram realmente pelo vôlei de praia por volta dos 15 anos e então o período já era novamente de transição. “Logo no início da liberação de publicidade nas camisas, não havia muito interesse nos patrocínios. Depois, mudou totalmente, ficou 100 vezes diferente com a entrada das empresas. Hoje, os atletas podem dizer que fazem o que gostam, que podem se dedicar ao esporte sem preocupação. Quem imaginaria que ainda iria ter apoio do Estado?”

O esporte foi ganhando espaço, diz Isabel. O vôlei de praia se destacou do vôlei de quadra “porque é fácil de acompanhar, as pessoas se divertem assistindo, participando, com recorde de público, de audiência”, principalmente depois da entrada no programa dos Jogos Olímpicos. “Meus filhos sempre gostaram do vôlei de praia – muito cedo, se identificaram. No vôlei de praia, você não pode empurrar nada para ninguém – ataca, levantada, defende... E por isso também se fortalece.”

Isabel, que está com 53 anos, viu Carol também treinar e jogar grávida de José, agora com mais de um ano de idade. Chegou a fazer dupla com Maria Clara, a primeira a ingressar no vôlei de praia profissional, e depois com a própria Carol, quando tinha 17 anos. Passou a atuar como técnica e agora – com os atletas fazendo parte de seleções instituídas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) – acompanha os filhos “quando dá”. Nesta temporada, foi a torneios na Suíça, Polônia e Itália. No circuito nacional, viaja mais com eles, a quem também ajuda nos treinamentos quando estão no Rio de Janeiro. “Como passam muito tempo fora, vou acompanhar, ver. Também porque acho o vôlei de praia interessante e está em um momento muito bom, crescendo.”

Denise Mirás
Foto: Alexandre Arruda/CBV
Legenda: Isabel, com os filhos Pedro, Maria Clara e Carol
Ascom - Ministério do Esporte
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