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11/06/2013 às 08h17 - Provas internacionais realizadas no Brasil impulsionam o pentatlo moderno para 2016  

Esgrima, natação, corrida, tiro e hipismo. Existe um esporte que combina todas estas modalidades e, aqui no Brasil, vem se tornando cada vez mais conhecido. É o pentatlo moderno, que, nos últimos Jogos Olímpicos de Londres 2012, foi responsável por uma inédita medalha de bronze para o país, com a conquista da atleta Yane Marques. Neste ciclo olímpico até 2016, que antecede a edição brasileira do maior evento esportivo do mundo, a preparação é ainda mais intensificada, e o Ministério do Esporte reafirma o investimento em competições que contribuem para a melhoria do desempenho dos pentatletas.

Para 2013, o Ministério aprovou convênio de R$ 1,6 milhão com a Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM) que garantiu mais uma etapa da Copa do Mundo de Pentatlo Moderno, realizada em março no Centro Nacional de Pentatlo Moderno do Complexo Esportivo de Deodoro, no Rio de Janeiro. Legado dos Jogos Pan-americanos Rio 2007, o espaço é mantido pelo Ministério do Esporte e o Exército e oferece ainda treinamento para a base e o alto rendimento. O objetivo é continuar realizando competições internacionais deste esporte na instalação esportiva que será uma das sedes dos Jogos Olímpicos de 2016.

Com infraestrutura disponível, a Copa do Mundo veio para ficar. Segundo a União Internacional de Pentatlo Moderno (UIPM), a intenção é trazer etapas anualmente para o centro de treinamento brasileiro até os Jogos Olímpicos. Em 2015, a previsão é de fazer no Brasil a final da Copa. Em 2013 o evento envolveu 135 pentatletas de 36 países. Participaram da organização 230 pessoas, sendo: 105 organizadores de prova, 50 árbitros e apuradores, 15 supervisores, 15 responsáveis por premiação, locução e hospitalidade e 20 responsáveis pela logística e infraestrutura, além de uma média de 21 voluntários por dia.

A mesma etapa já havia sido realizada em 2012, igualmente financiada pelo Ministério do Esporte, com repasse de R$ 983 mil. À época, com 181 pentatletas de 38 países, o evento aconteceu poucos meses antes de Yane Marques seguir rumo à história da participação brasileira neste esporte em Jogos Olímpicos e fortaleceu a confiança da atleta pernambucana, que acabou ficando com o bronze no resultado final da Copa do Mundo pouco antes de conquistar o mesmo lugar no pódio em Londres. “Guardo na lembrança bons momentos vividos em Deodoro”, lembra.

Experiência de Copa do Mundo em sede brasileira dura quatro anos
A estreia da Copa do Mundo em Deodoro data de 2009, quando foi realizada a final que rendeu o primeiro pódio brasileiro nesta competição, a medalha de prata de Yane Marques, que, dois anos antes, no mesmo local, conquistara o ouro nos Jogos Pan-americanos Rio 2007. Yane diz que disputar competições internacionais no Brasil tem um gosto especial: “Sinto-me à vontade competindo no Centro Nacional de Pentatlo Moderno. Cada prova apresenta sua dificuldade. Trabalho forte para chegar sempre em boas condições nas competições”, comenta a brasileira, que com o bronze em Londres ficou marcada como a pioneira a conquistar uma medalha olímpica em toda a América Latina.

A representatividade da atleta desde os Jogos Pan-americanos e o nível de infraestrutura para o pentatlo moderno no Brasil fez do Centro Nacional um polo de competições. Ali foram realizados também o Sul-americano de 2011, com repasse de R$ 460 mil do Ministério do Esporte, e o Pan-americano de 2010, com apoio federal de R$ 803 mil.

O presidente da CBPM, Helio Meirelles, ressalta que trazer o calendário internacional do esporte para o Brasil significa ainda a oportunidade de os representantes da equipe nacional interagirem e competirem com atletas dos cinco continentes. É o caso do húngaro Adam Marosi, medalhista de bronze em Londres, que conquistou este ano a etapa brasileira, e da lituana Laura Asadauskaite, ouro em Londres, que ficou com a prata na disputa feminina no Brasil. “Nos últimos anos, sempre temos no país os melhores atletas estrangeiros em atividade no pentatlo moderno. Isso representa uma ótima oportunidade para os brasileiros, porque permite a eles competirem em alto nível diante de sua própria torcida”, destaca Helio Meirelles.

Já para Yane, os investimentos em competições em casa tornam-se especialmente valiosos nos anos que antecedem a edição brasileira dos Jogos Olímpicos: “Competir numa instalação conhecida é, naturalmente, um ponto positivo e, principalmente nesse ciclo atual, esse valor se torna ainda mais rico por termos como objetivo final o Rio 2016”, diz a pernambucana de 29 anos, com a confiança de quem carrega a medalha olímpica sobre o uniforme verde e amarelo.

Confira a série de matérias sobre os convênios do Ministério do Esporte:

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Foto: Divulgação/CBPM
Ascom - Ministério do Esporte
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