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22/09/2012 às 14h23 - Após campanha histórica em Londres, atletas paraolímpicos festejam Dia Nacional  

Com a conquista das 43 medalhas nas Paraolimpíadas de Londres ainda fresca na memória, os atletas brasileiros têm mais um motivo para festejar. Neste sábado (22.09), é celebrado o Dia Nacional do Atleta Paraolímpico, data instituída em maio deste ano e que será comemorada pela primeira vez em 2012. O ano marca o resultado histórico do sétimo lugar da delegação verde e amarela no quadro geral de medalhas dos Jogos Paralímpicos de Londres.

Para destacar o dia, o Ministério do Esporte apresenta a história de alguns dos atletas nacionais que subiram ao lugar mais alto do pódio em Londres e contribuíram para mais um feito inédito na história do esporte do Brasil.

Terezinha Guilhermina – Ouro nos 100 e 200m T11
Em sua terceira participação nas paraolimpíadas, Terezinha Guilhermina reafirmou o título de “cega mais rápida do mundo”, subindo duas vezes ao pódio: a primeira na prova dos 100m e a segunda nos 200m T11. A atleta mineira também comoveu o mundo ao abrir mão da disputa pelo pódio nos 400m para terminar a corrida ao lado de seu guia, Guilherme Santana, que sofreu uma queda no início da competição. Terezinha nasceu com retinose pigmentar, uma doença congênita que provoca a perda gradual da visão. A atleta começou sua trajetória na natação. Foi a irmã que a colocou no mundo do atletismo ao dar de presente seu primeiro par de tênis, em 2000. Desde então, a velocista trocou as piscinas pela pista e é hoje recordista mundial nos 100m (12s04), 200m (24s60) e 400m (56s14).

Felipe Gomes – Ouro nos 200m e bronze nos 100m T11
Para o medalhista de ouro Felipe Gomes, o pódio estava engasgado desde Pequim 2008, quando o atleta conseguiu a classificação para os Jogos, mas competiu lesionado e não teve chances de chegar a uma medalha. O velocista começou a perder a visão aos 6 anos de idade, devido a um glaucoma congênito, seguido de catarata e descolamento de retina. Sem nenhum resíduo visual, jogou futebol de 5 e goalball. Em 2003, conheceu o atletismo e não parou mais.

Alan Fonteles – Ouro nos 200m T44
Prata no revezamento 4x100m nos Jogos de Pequim, Alan Fonteles foi a Londres para conquistar, desta vez, o lugar mais alto do pódio. O atleta fez história na prova dos 200m ao superar o mito sul-africano Oscar Pistorius, favorito ao título paraolímpico. Alan começou no atletismo aos 8 anos. O paraense corria com próteses de madeira e, aos 15 anos, ganhou seu primeiro par de próteses de fibra de carbono para disputar a primeira Paraolimpíada.

Yohansson Nascimento – Ouro nos 200m T46
A medalha de ouro olímpica era a que faltava para Yohansson, já que, em 2008, o atleta conquistou uma prata e um bronze em Pequim. O atleta alagoano nasceu sem as duas mãos, mas a deficiência nunca foi um empecilho para o jovem, hoje com 25 anos. O velocista conheceu o atletismo aos 17 anos, convidado por uma técnica de sua cidade. Hoje é recordista mundial dos 100m (11s01), 200m (22s34) e 400m (49s59).

Tito Sena – Ouro na maratona T46
Com o tempo de 2h30min40seg, Tito Sena conquistou a primeira medalha do Brasil na prova de maratona em Jogo Paralímpicos. O atleta brasiliense começou a correr no intuito de ganhar condicionamento físico e descobriu seu potencial como fundista em 2006.

Shirlene Coelho – Ouro no lançamento de dardo F37/38
Shirlene garantiu o ouro ao deixar para trás em Londres a chinesa Qianqian Jia e a australiana Georgia Beikoff. Além do título paraolímpico, a atleta é a atual recordista mundial do lançamento de dardo, com a marca de 35,95m, e também disputa provas de arremesso de peso e de lançamento de disco. Shirlene possui paralisia cerebral adquirida durante a gestação.

Dirceu Pinto – Ouro na bocha individual BC4
Dirceu começou a jogar bocha em 2002, quando descobriu a extensão de uma doença degenerativa muscular. Aos 22 anos, começou o processo de adaptação da vida de andante para a de cadeirante e teve no esporte o suporte físico e psicológico para encarar as mudanças. Logo no ano seguinte, disputou os Jogos Parapan-Americanos de Mar Del Plata-2003 e teve sua estreia em Paraolimpíadas em Pequim-2008, com a conquista de duas medalhas de ouro para o Brasil.

Maciel Santos – Ouro na bocha individual BC2
Atleta mais experiente da seleção brasileira de bocha, Maciel nasceu com paralisia cerebral e começou na modalidade aos 11 anos de idade. Três anos depois passou a representar o país em competições internacionais. Além da medalha de ouro olímpica, o atleta tem entre seus títulos o ouro no Torneio Internacional de Póvoa de Varzim, em 2012, e o bronze na Copa do Mundo de Belfast, em 2011.

Daniel Dias – 6 medalhas de ouro na natação S5
O nadador Daniel Dias fez história ao se tornar o maior medalhista brasileiro em Paraolimpíadas, com 15 conquistas. Apaixonado por esportes, ele descobriu o paradesporto ao assistir pela televisão ao nadador Clodoaldo Silva em uma de suas provas nos Jogos de Atenas-2004. Destaque em competições desde 2006, o nadador recebeu o troféu Laureus, considerado o “Oscar do Esporte”, em 2009, como melhor atleta paraolímpico de 2008, após conquistar nove medalhas em sua estreia nos Jogos.

André Brasil – 3 medalhas de ouro na natação S10
André subiu ao pódio três vezes em Londres e garantiu o bicampeonato paraolímpico nos 50m nado livre S10, com o tempo de 23s16. Ele teve poliomielite aos três meses de idade – por reação à vacina –, o que lhe trouxe uma pequena sequela na perna esquerda. O atleta conheceu a natação como forma de reabilitação e iniciou sua carreira como nadador profissional em 1992. Anos depois, já em 2005, o atleta carioca ingressou no paradesporto, mas sem deixar de disputar competições como o Troféu Maria Lenk, com atletas sem deficiência.

Jovane Guissone – Ouro na esgrima em cadeira de rodas
Jovane Guissone foi mais um atleta que conquistou uma medalha inédita para o Brasil em Londres. Na esgrima em cadeira de rodas, ele venceu a final da prova de espada contra o atleta de Hong Kong Chik Tam, por 15 a 14. Mas essa não foi a primeira conquista inédita de Guissone: em 2008, ano em que começou na esgrima, ele se tornou o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha em uma competição internacional da modalidade. Londres foi a primeira participação paraolímpica do atleta.

Paula Braga, com informações do CPB
Foto: Divulgação/CPB
Ascom - Ministério do Esporte
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