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06/09/2012 às 19h52 - Brasil brilha nas piscinas e garante mais dois ouros e duas pratas em Londres  

A natação brasileira brilhou mais uma vez no Parque Aquático durante os Jogos Paralímpicos de Londres.  Nesta quinta-feira (06.09), André Brasil e Daniel Dias levaram ouro e Edênia Garcia e Phelipe Rodrigues ganharam prata. Com o resultado, o Brasil chegou a 29 medalhas nas Paralimpíadas (14 ouros, 10 pratas, cinco bronzes) e ocupa a oitava colocação geral.

O ouro consquistado por Daniel Dias, com recorde mundial nos 50m costas S5 (34s99), o colocou no seleto grupo de maiores medalhistas paralímpicos do Brasil, com 13 medalhas, ao lado do também nadador Clodoaldo Silva e de Ádria dos Santos, do atletismo. Daniel possui marcas grandiosas: em duas Paralimpíadas, já ganhou oito ouros, quatro pratas e um bronze. “Tenho mais três provas pela frente e ainda não é hora de pensar nisso. Fico feliz pela marca e por continuar a história do Clodoaldo, mas preciso seguir focado”, comentou.

Com 24 anos de idade, Dias promote chegar forte nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e ainda não planeja a aposentadoria. “Tenho um adversário com 55 anos. Quem sabe não nado até lá?”, brincou. Ao ser questionado sobre sua influência para os jovens, ele agradeceu a oportunidade de poder ser exemplo para a juventude. “É uma grande honra. Fico extremamente honrado quando crianças, até aquelas sem nenhum tipo de deficiência, vêm me dizer que sou exemplo para elas. Nunca imaginei isso no minha vida, e o esporte está me proporcionando isso.”

Dobradinha
Na prova dos 100 m livre S10, o Brasil fez dobradinha no pódio. André Brasil levou o ouro, com direito a recorde paralímpico (51s07), e Phelipe Rodrigues ficou com a prata (52s42). Essa foi a quinta medalha de André em Londres, a terceira de ouro. O atleta, que vai nadar mais uma prova de revezamento, afirmou estar realizado com seus resultados. “Apesar de não atingir minha meta de seis medalhas em provas individuais, me sinto realizado por poder dizer que sou bicampeão paralímpico em três provas (50m e 100m livre e 100m borboleta). Isso não é para qualquer um”, comemorou.

André planeja diminuir o número de provas que vai nadar nos Jogos Rio 2016 para focar nas suas especialidades: 50m e 100m livre, 100m borboleta e 100m costas. “Na minha categoria, surgem a toda hora novos nomes, todos jovens. Então vou procurar focar para, quem sabe no Rio, eu conquistar três ou quatro ouros”, disse.

O nadador ainda agradeceu seus apoiadores e patrocinadores e elogiou a iniciativa no governo federal de possibilitar que atletas com patrocínio recebam o Bolsa-Atleta. “Questionamos tanto porque os atletas com patrocínios individuais não podiam receber ajuda do governo. E essa mudança foi superbacana (desde 2011, os atletas podem acumular patrocínio com o Bolsa-Atleta). O governo tomou consciência maior sobre o que é preciso e necessário para o profissionalismo da natação.”

O medalhista de prata Phelipe Rodrigues estava aliviado com o vice-campeonato paralímpico. Depois de ficar com a quarta colocação nos 50m livre, o pernambucano chegou ao seu tão esperado pódio em Londres. “Passou um filme pela minha cabeça, de tudo o que aconteceu desde os 50m livre. Quando vi o australiano na minha frente, pensei: ‘Não vou perder para ele de novo’ e fiz uma volta boa”, explicou, lembrando que havia perdido o bronze para o mesmo australiano.
 
Missão cumprida
A cearense Edênia Garcia conquistou a medalha de prata nos 50 metros costas classe S4, com o tempo de 53s85. O ouro ficou com a holandesa Lisette Teunissen, com 51s51. Edênia destacou a sensação de dever cumprido e o sacrifício de ficar fora de casa por quase três meses, contando o treinamento na altitude de Serra Nevada e a pré-temporada em Manchester. “Quando olho para essa medalha, vejo que tudo isso valeu a pena”, declarou. A nadadora destacou ainda a importância do Bolsa-Atleta para sua preparação. “É um valor que todos os atletas precisam para ter estrutura de treino. Realmente, me ajudou nessa preparação toda”, concluiu.

Confira o hotsite sobre os Jogos Paralímpicos Londres 2012

Rafael Brais, de Londres
Foto: Divulgação/london2012.com
Ascom – Ministério do Esporte
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