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13/08/2012 às 18h00 - Medalha de Yane Marques não surpreende quem acompanha o pentatlo no país  

Ao conquistar a medalha de bronze no pentatlo moderno feminino dos Jogos Olímpicos de Londres neste domingo (12.08), a pernambucana Yane Marques deixou muitos brasileiros surpresos. A maioria da população não tem familiaridade com o esporte que se compõe de cinco modalidades – esgrima, natação, hipismo, corrida e tiro, nessa ordem. Consequentemente, a maioria dos espectadores dos Jogos não sabia que o Brasil tinha uma atleta em condições de disputar medalha. Mas Yane, beneficiada pelo Bolsa-Atleta do Ministério do Esporte, já figurava entre as primeiras do ranking mundial da União Internacional de Pentatlo Moderno (UIPM) pelo menos desde 2010.  

Em seus nove anos como penta-atleta, ela acumula o ouro nos Jogos Pan-americanos do Rio (2007), a prata no Pan de Guadalajara (2011), um vice-campeonato na Final da Copa do Mundo (2009), um vice-campeonato nos Jogos Mundiais Militares (2011), duas medalhas no Mundial Militar da categoria – um ouro (2007) e uma prata (2007) –, o tricampeonato Pan-americano da categoria (2007, 2009 e 2010), um Campeonato Norceca (2009), seis medalhas sul-americanas – sendo um pentacampeonato (2004, 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009) e uma prata (2007). Na temporada pré-olímpica, Yane participou de três das quatro etapas da Copa do Mundo, da final do torneio, onde conquistou o bronze, em maio, na China, do Mundial, e do Campeonato Francês, em que se sagrou campeã, em julho.  


O exemplo de Yane Marques inspira dezenas de jovens, em Pernambuco e no Rio de Janeiro, estados onde a Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM) mantém seu projeto PentaJovem. Com apoio do Ministério do Esporte, o projeto revela novos talentos do pentatlo brasileiro. No Rio, o PentaJovem ocorre no Centro de Pentatlo Moderno Coronel Eric Tinoco Marques, dentro do Complexo Esportivo de Deodoro, na zona oeste do Rio de Janeiro, construído pelo governo federal para os Jogos Pan-americanos Rio 2007. Desde o Pan, o complexo abrigou mais de 160 eventos esportivos de diversos tipos, entre mundiais, pan-americanos, sul-americanos, seletivas olímpicas e pan-americanas, disputas nacionais, estaduais e locais e inúmeras provas juvenis, além de treinamentos de atletas e seleções do Brasil e de outros países, e ainda algumas das principais competições dos 5º Jogos Mundiais Militares de 2011.  

Mas as instalações do Complexo Esportivo de Deodoro não sediam apenas competições. Nelas surgem os penta-atletas que vão conduzir o esporte brasileiro nos próximos anos, como William Muinhos, Mariana Laporte e Juliana Domingues. Os três, que são do Rio de Janeiro, recebem Bolsa-Atleta do Ministério do Esporte e espelham a diretriz do governo federal de aproveitar intensamente as instalações construídas para os Jogos Pan-americanos de 2007 que ficaram como legado para o esporte brasileiro. No local também são oferecidas escolinhas para estudantes da região, que registra a maior concentração de população jovem da cidade. A programação é viabilizada por meio de articulação entre o Ministério do Esporte, o Ministério da Defesa e as confederações das modalidades que o Complexo abriga – além do pentatlo, hóquei sobre grama, judô, tiro esportivo e hipismo.  

Bolsa-Atleta é relevante para o pentatlo   
Em 2012, o programa Bolsa-Atleta, do Ministério do Esporte, atende 21 atletas do pentatlo moderno, quase a totalidade deles em Pernambuco e Rio de Janeiro, estados onde a confederação desenvolve seu projeto de iniciação e preparação de talentos. Em Pernambuco, os principais nomes são a própria Yane Marques, Larissa Lellys e Priscila de Oliveira.  

Já no Rio de Janeiro, além de Mariana Laporte, Juliana Domingues e William Muinhos, outros jovens que despontaram no projeto carioca também são bolsistas do programa federal, entre eles Amanda Turute, Andressa Ramos, Danilo Fagundes, Lucas Santos e Caio Silva.   

O secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, diz que “O pentatlo moderno é um dos esportes que mais se desenvolveram no Brasil após o Pan de 2007”. Para ele, é “inegável o crescimento técnico e organizativo da modalidade”. Leyser afirma que o Ministério do Esporte vem contribuindo com essa evolução. “Além de oferecermos as instalações do Complexo Esportivo de Deodoro para detecção de talentos, treinamento de atletas e realização de competições, apoiamos as atividades da CBPM e oferecemos a Bolsa-Atleta como investimento direto na formação e no treinamento dos nossos competidores.”   


Sueli Scutti
Foto: divulgação
Ascom – Ministério do Esporte
 
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