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12/08/2012 às 12h00 - Seleção sofre virada da Rússia e fica com a prata no vôlei masculino  

A seleção brasileira de vôlei esteve muito perto de coroar com uma medalha de ouro o feito inédito de ser o primeiro time masculino a chegar a três finais olímpicas consecutivas. Mas no início deste domingo (12.08) foi derrotada pela Rússia por 3 a 2 (25/19, 25/20, 27/29, 25/22 e 9/15), na arena de Earls Court, em Londres. Depois da medalha de ouro em Atenas 2004 e da prata em Pequim 2008, o segundo lugar nos Jogos Olímpicos Londres 2008, somado aos três títulos mundiais fazem da geração comandada por Bernadinho uma das mais vitoriosas da história do vôlei.

Com apenas uma derrota em cinco partidas, a seleção, que ficara numa modesta sexta colocação na Liga Mundial deste ano, a pior posição desde que Bernardinho assumiu o comando do time, em 2000, entrou em quadra com um espírito bem semelhante ao da vitória categórica sobre a Itália nas semifinais. No primeiro set, o Brasil abriu 5 a 1 em apenas três minutos, aproveitando-se da estratégia de combinar velocidade nas jogadas com uma agressividade no saque normalmente mais peculiar à Rússia. O time europeu sentiu e, com 12 minutos a vantagem já era 14 a 8, depois de um belo saque de Sidão que Ilinykh não conseguiu defender. Com um ace de Lucão, o placar foi para 18 a 12. Em dois contra-ataques de inteligência de Murilo, em que o jogador, “dono” de oito pontos no set, explorou o bloqueio russo, a seleção fez 22 a 14. O Brasil fechou o set num contra-ataque de Wallace.

Embora os russos tenham começado marcando dois pontos seguidos no segundo set, o Brasil precisou de seis minutos para abrir 8 a 4, num ace de Wallace. Sacando melhor e se aproveitando de erros do Brasil, a Rússia encostou em 16 a 15. Porém, a seleção respondeu  com um contra-ataque de Wallace e dois bloqueios seguidos (Murilo e Sidão), para chegar a 19 a 15. O placar foi para 21 a 17 num ponto em que o líbero Serginho fez duas defesas acrobáticas. Com outros dois pontos de bloqueio, um feito nada fácil levando-se em conta que a Rússia tem uma das maiores médias de altura da competição, a seleção fez 23 a 18. E Dante fechou num contra-ataque, usando o bloqueio montado a sua frente.

Houve mais equilíbrio no terceiro set, quando a Rússia foi para o tudo ou nada. Os dois times se perseguiram ponto a ponto até o Brasil abrir 13 a 10 em ataques de Wallace e Lucas. Ainda assim, os russos foram buscar o jogo e empataram em 15 a 15. O Brasil respondeu com um ace de Murilo e uma invasão de Muserskiy levou o placar a 18 a 15. A Rússia não se deu por vencida e encostou uma vez mais (22 a 21) e empatou num saque do experiente Tetyukhin. Wallace fez 23 a 22 num contra-ataque. Novo empate, e Lucas respondeu com um ataque de meio, indo para o saque. A Rússia salvou o match point mas logo viu Wallace criar outro para o Brasil. Novo salvamento, e um contra-ataque de Muserskiy deu à Rússia o primeiro de três set poins. Num bloqueio sobre Lucas, a parcial foi fechada, em 34 minutos.

Para o quarto set, Bernardinho trouxe o experiente capitão Giba, que passou a maior parte da competição no banco, para ajudar a melhorar o passe do Brasil e criar mais alternativas nas bolas de velocidade. Foi uma série nervosa, e a Rússia virou o primeiro tempo técnico com um ponto de vantagem (8 a 7) e abriu 12 a 10 num erro de ataque de Wallace, aumentando para 16 a 12 num erro de recepção de Giba. Com 18 a 13 no placar, Bernardinho substitutiu o capitão por Thiago, trazendo ainda o levantador Ricardinho para o lugar de Bruno. Mas a Rússia escapou ainda mais, abrindo 21 a 14. Em quatro passagens de Lucas no saque, o Brasil encostou em 22 a 19. Um bloqueio deu à Rússia três match-points e o set foi fechado em 28 minutos, num erro de saque de Murilo.

No tie-break, o primeiro de uma final masculina desde Atlanta 96, os russos começaram melhor, abrindo 9 a 4, num erro de ataque de Dante. E mantiveram a frieza para obter uma virada heroica.


Fonte: COB
Foto: Fernando Soutello/AGIF

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