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30/07/2012 às 16h00 - Ana Sátila perde vaga nas semifinais da canoagem nos últimos minutos  

Caçula da delegação brasileira nos Jogos Olímpicos Londres 2012, a canoísta Ana Sátila, de apenas 16 anos, teve uma primeira experiência olímpica repleta de suspense e drama na prova K1 1000m de canoagem velocidade, na tarde desta segunda-feira, 30, no Lee Valley White Centre. Por mais de meia hora, a jovem atleta viu seu nome figurar entre os 15 primeiros colocados, o que lhe garantiria um lugar na semifinal. No entanto, a menos de cinco minutos do fim, uma boa volta da austríaca Corinna Kuhnle a jogou para a 16ª colocação e a deixou de fora da competição.

“O meu tempo foi menos de dois segundos inferior à última vaga. Não fosse pelo toque na baliza, estaria na semifinal”, disse Ana Sátila, referindo-se à triscada que deu na baliza 17 do circuito. Cada esbarrão equivale a uma punição de dois segundos somados ao tempo. Mesmo assim, Sátila ficou satisfeita com a primeira participação. “Meu objetivo era a semifinal, mas estou feliz pelo meu desempenho. Com apenas 16 anos, estou a 12 segundos da melhor do mundo”. Anunciada pelos alto-falantes como a atleta mais jovem da prova, Ana Sátila logo conquistou o carinho da plateia, estimada em 5 mil pessoas. No entanto, a primeira travessia não foi boa. Na descida, Sátila não passou pela baliza 12 e foi penalizada em 50 segundos, terminando a primeira tentativa na 21ª posição. “Logo que comecei, senti que estava travada. Conseguia ouvir os gritos da torcida e tudo isso foi muito diferente. Não estou acostumada com competições desse tamanho”, explicou.

Disposta a superar o tempo da primeira tentativa, a matogrossense fez uma bela segunda descida, em que recebeu apenas dois segundos de penalização, com o tempo de 110s83. Impressionado com o bom desempenho, o técnico Ettore Ivaldi chegou a afirmar que ela se classificara às semifinais – ela havia pulado para a 12ª posição no geral. Mas Sátila ainda precisava aguardar a exibição de mais seis competidoras que tinham desempenho inferior ao seu e torcer para que, no máximo, três fizessem um tempo melhor. A vaga foi perdida na última competidora que ainda podia desbancar a brasileira.

“Foi um golpe duro. Cheguei a acreditar que estaria na semifinal, que sempre foi meu sonho aqui. Mas foi muito bom curtir a experiência olímpica. Tenho agora que treinar mais, ganhar mais experiências em competições internacionais e buscar uma medalha em 2016, no Rio. E quero que ela seja de ouro”, afirmou Sátila.  


Fonte: COB
Foto: Alaor Filho/AGIF/COB
Ascom - Ministério do Esporte

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