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03/07/2012 às 16h07 - Única brasileira na luta olímpica, Joice Silva realiza sonho de competir em Londres  

A primeira vez que Joice Silva vivenciou o espírito olímpico foi em 2008, na edição chinesa dos Jogos. Na ocasião, a atleta não subiu no tatame para representar o Brasil, mas para auxiliar a lutadora Rosângela Conceição nos treinamentos. Agora, em Londres, a carioca, que recebe o benefício do programa Bolsa-Atleta do Ministério do Esporte, deixou de ser coadjuvante para ser protagonista na modalidade, sendo a única representante nacional da luta olímpica na competição.

Medalhista de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara 2011, a atleta de 28 anos vai usar a experiência adquirida nos Jogos de Pequim para manter o foco somente nos combates. Confira a entrevista completa com a bolsista da luta olímpica:
 
ME - Como você entrou na modalidade? 
Eu conheci a luta olímpica por meio de outro esporte. Eu treinava jiu-jitsu e o treinador me apresentou a luta olímpica, à época eu tinha 18 anos. Então eu fui conhecer que esporte era esse. Comecei a treinar e fui me dando bem, vencendo as competições e vi na luta olímpica a chance de ser atleta de seleção brasileira.

ME - O jiu-jitsu ajudou no desenvolvimento da luta olímpica? 
 O fato de ter vindo do jiu-jitsu ajudou bastante, principalmente para analisar as adversárias.

ME - Qual é o seu forte na modalidade?
Considero o meu forte a defesa. Eu sou uma pessoa bastante técnica e procuro fazer as coisas nos mínimos detalhes, para não ter erro de contra-ataque e errar. Antecipar um pouco o movimento.

ME - Quais são os atributos que os atletas têm que ter na luta olímpica?
O atleta tem que ser disciplinado, em relação à alimentação e aos treinos. Isso é para todas as modalidades. Disciplina e perseverança.

ME - Como é ser a única representante brasileira na luta olímpica?
Estou muito orgulhosa e feliz por representar o Brasil nos Jogos Olímpicos. Por outro lado é uma pena só ter um representante na modalidade.

ME - Como foi auxiliar a Rosângela Conceição nos Jogos de Pequim?
Ter participado de Pequim foi motivador. Mesmo sem ter representado o país, eu estava sentindo todo aquele clima de Olimpíada, vendo os melhores atletas do mundo para um lado e para outro. Ter essa vivência aumentou minha vontade de competir em uma edição dos Jogos Olímpicos.

ME - A experiência em Pequim ajudou você a chegar preparada em Londres?    
Sim. Não estarei ansiosa para ver tudo na vila olímpica. Estarei mais focada na minha luta, preocupada só em treinar, descansar e concentrar. Eu já sei como é que é a vila olímpica.

ME - Como foi a medalha de bronze no Pan de Guadalajara? 
Foi muito emocionante. A primeira luta foi contra uma americana, atleta bem forte, que é a quinta no mundial. Foi uma luta que teve erros de arbitragem, eu tive que lutar duas vezes. Eu ganhei a primeira, mas perdi a segunda. Automaticamente fui para repescagem. Depois enfrentei uma atleta da Venezuela, que também é atleta olímpica forte e experiente, mas eu consegui superar e ganhei a medalha de bronze. 

ME - O que você espera das adversárias nos Jogos de Londres? 
Todas as adversárias são fortes, estarão no tatame as melhores do mundo. O meu desempenho vai depender muito de um bom sorteio. Um dia antes da luta será feita a pesagem e o sorteio das chaves, hora de conhecer os adversários.
 
ME - Qual é a sua meta nos Jogos Olímpicos?
Gostaria muito de poder disputar uma medalha. Eu sei que é difícil, então vou pensar em uma luta de cada vez. Ganhar uma luta de cada vez e representar bem o Brasil.

Confira o vídeo que a lutadora fala sobre o que o programa Bolsa-Atleta representa na sua vida esportiva:





Confira o hotsite sobre os Jogos Olímpicos Londres 2012:



Breno Barros
Foto: divulgação
Ascom – Ministério do Esporte 
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