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04/05/2012 às 18h06 - Economista canadense explica método que calcula número de medalhas em Olimpíadas  

O economista canadense Daniel Johnson expôs, na tarde desta sexta-feira (04.05) em Brasília, para membros do governo federal brasileiro e entidades esportivas, o método desenvolvido por ele que calcula o número de medalhas conquistadas por países nos Jogos Olímpicos. A fórmula matemática ficou conhecida por utilizar os dados estatísticos que usam entre as variáveis os aspectos econômicos, geográficos e modelo político das nações, deixando de lado os números esportivos e o desempenho dos atletas.
 
O estudioso está no Brasil a convite da Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento do Ministério do Esporte. Johnson aplica a fórmula desde os Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000. 

Segundo o especialista, os dados utilizados são simples, pois levam em consideração apenas cinco pontos: renda per capita, população, clima, estrutura política e se o país é o anfitrião dos Jogos. “São apenas cinco os fatores que utilizamos. O que nos surpreendeu foi usar os dados simples e nada criativos, colocando informações públicas em uma máquina e ela nos fornecer os números de medalhas. Entre os fatores que não levamos em consideração estão os investimentos dos países especificamente em esportes”, disse.

Em seis edições de Olimpíadas, de verão e inverno, a fórmula tem uma média de acerto de cerca de 93%, com 87% para as previsões de medalhas de ouro. Entre os exemplos de acertos, os cálculos anteciparam o primeiro lugar do Canadá nos Jogos de Inverno, em Vancouver 2010, e o título da Alemanha nos de Turim, em 2006.

O secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser,  destacou a construção do legado do conhecimento que os Jogos Olímpicos podem proporcionar ao Brasil. “A ideia é que a gente possa fazer um debate e entender uma nova área de conhecimento. Nós entendemos que essa atividade é mais uma entre aquelas que se incluem na construção do legado de conhecimento dos Jogos Olímpicos. O fato de a gente conquistar a sede dos Jogos Olímpicos nos permite uma rápida atualização com tudo o que tem de melhor e inovador no mundo, com as principais linhas, tendências, pesquisas e práticas que são realizadas em outros países”, explicou.

Nos últimos Jogos Olímpicos disputados em Pequim, em 2008, o método apontou que o Brasil iria conquistar 13 medalhas, sendo três de ouro. Na competição, o país conquistou 15 pódios, com três primeiros lugares. Para Londres, o modelo é mais otimista, com 23 medalhas e seis ouros. Segundo Daniel, o número levou em consideração que o país será a sede das Olimpíadas de 2016.

O professor disse ainda terficado impressionado com o plano olímpico para 2016 que o Ministério do Esporteestá preparando. "Em comparação com outros países, está muito bem estruturado.Vou sugerir ao Comitê Olímpico dos Estados Unidos que convide o Brasil paraexpor o projeto", afirmou.



Breno Barros
Foto: Glauber Queiroz
Ascom – Ministério do Esporte
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