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Seminário Nacional do Meio Ambiente e Sustentabilidade

A decisão da FIFA de sediar a Copa do Mundo no Brasil abre uma oportunidade histórica para o país num momento privilegiado. Nos últimos anos, o Brasil retomou o caminho do crescimento da economia, num período marcado por significativos investimentos em infraestrutura e pelo aumento das exportações, combinado com políticas de inclusão que permitiram avanços expressivos nos nossos indicadores sociais.

A realização de um evento com grande repercussão mundial como a Copa do Mundo, nesse contexto, aparece como uma grande oportunidade para o país mostrar seus avanços e consolidar sua referência no plano global.

Uma das marcas mais significativas do Brasil é a diversidade. Trata-se de um país democrático, multiracial, tolerante, culturalmente plural, caracterizado pela diversidade social e pela megadiversidade ambiental.

Na área ambiental, o Brasil é reconhecido como potência megadiversa, detentor da maior floresta tropical do planeta, com forte liderança no plano das negociações multilaterais, com uma legislação avançada e detentor de uma matriz energética sustentável.

A inserção das questões de sustentabilidade nas grandes competições esportivas mundiais iniciou-se nos Jogos Olímpicos de Sidney, sendo depois adotada na Copa de 2006, na Alemanha, quando, numa parceria da FIFA com o Governo alemão, criou-se a iniciativa chamada Green Goal. Essas iniciativas foram incorporadas institucionalmente pelo COI e pela FIFA, tendo sido também adotados na Olimpíada de Pequim e na Copa de 2010, na África do Sul.

A emergência da questão das mudanças climáticas provocou um processo de retomada da consciência da sociedade global sobre a necessidade de se pensar uma nova lógica para o desenvolvimento, que permita atacar os efeitos do processo de degradação do planeta e ao mesmo tempo evitar que ele continue se aprofundando.

Com os acontecimentos dos últimos três anos, pode-se afirmar que a questão climática trouxe novamente a agenda ambiental para o palco das grandes questões planetárias.

A Copa de 2014 será marcada pelo início da vigência do novo regime climático global. Embora ainda não se saiba quais serão seus contornos, já e possível afirmar que teremos um novo regime e que ele terá metas mais abrangentes do que o estabelecido pelo Protocolo de Kyoto.

O Brasil, que teve papel decisivo quando da adoção de Kyoto, novamente coloca-se como um ator central na construção do novo acordo, tendo se destacado na Conferência das Partes realizadas em Copenhague, em dezembro de 2009, ao assumir voluntariamente metas ousadas de redução de emissões. Esse protagonismo certamente será fortalecido com a realização, em 2012, da RIO + 20, a Cúpula das Nações Unidas Para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento Sustentável.

A sustentabilidade ambiental, portanto, tem grande potencial para ser um dos elementos estruturantes para se incorporar à identidade da Copa no Brasil.